Organizado por Marcello Ferreira Soares Junior
domingo, 4 de janeiro de 2015
Infografias 1 - Processos de gravação e reprodução!!
Organizado por Marcello Ferreira Soares Junior
Oi Pessoal, esse infográfico foi elaborado por mim para ser uma apoio visual para aos de turmas de EM.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Um rápida, rapidíssima, velocíssima história do videoclipe.
Organizado por Marcello Ferreira Soares Junior
Oi pessoal! esse é outro material para sala de aula. É simples e bem resumido, mas cumpre seu papel de guia inicial para uma aula.
Oskar Fischinger um pioneiro na união da música e imagem em movimento. Fischinger cineasta de vanguarda, começou a desenvolver suas ideias durante os anos 20, em pequenos filmes de
animação, nelas as imagens tentavam interagir com a música, (A trilha geralmente utilizada era o Jazz).
Ele foi o primeiro a aplicar a cor e som, usando o movimento, geometria e
espaço e os recursos relativos ao tema.
Nos
anos 30, temos o advento do cinema falado, com o lançamento do filme O Cantor de Jazz, Hollywood impulsiona um novo gênero: o musical.
Criando toda uma nova técnica de movimento de câmera, os gestos dos atores, coreografia, dança e cenários, todos dependentes do enredo e das músicas escolhidas
para o filme. Um famoso exemplo desse tipo de vídeo musical na década de 50 é a cena de Gene
Kelly em Cantando na Chuva (1952). Os produtores de Elvis Presley tomaram carona nessa tendência em Jailhouse Rock - vídeo (1957).
Nos anos 50 e 60, esse gênero vai continuar diversificando e criando
novos formatos. Nos
anos 50 iniciou-se a distribuição (forma reduzida) vídeos com performances ao
vivo ou em estúdio. A primeira canção a ter um vídeo produzido para sua
divulgação foi Penny Lane vídeo (não era uma performance filmada e sim uma compilação de cenas com a banda) dos
Beatles.
O vídeo de Bohemian Rhapsody (vídeo) do Queen de 1975, é considerado o primeiro vídeo clip moderno. Ele foi dirigido
por Bruce Gowers. A insistente divulgação na TV levou o single da canção ao
posto número um da parada inglesa por nove semanas. Bohemian Rhapsody não tem o formato de uma canção pop tradicional.
Mas a força da divulgação potencializada pela imagem alavancou seu sucesso e gerou um novo conceito. O clipe passou a ser considerado um formato audiovisual de divulgação na
música popular.
Nos
anos 80, algumas produtoras do mercado fonográfico dos EUA criaram um canal a
cabo dedicado a transmitir música 24 horas por dia. A MTV, nascido 01 de agosto
de 1981, tinha inicialmente cerca de quatro milhões. A estreia do canal marcou
uma nova era da divulgação na indústria musical. Curiosamente o primeiro vídeo exibido
foi Video Killed the Radio Star (vídeo) do
The Buggles.
Nos
anos 80, os clips de vídeo passam a ser produzidos em larga escala, mas ainda
seguindo a estética das décadas anteriores. Ou seja, compilações de imagem da
banda ou artista, em alguns casos ocorriam tentativas de criar algum sentido
temático.
Michael
Jackson foi um dos visionários (numa postagem anterior falei sobre MJ e o vídeo clipe), contratou o diretor de cinema John Landis para dirigir alguns de seus
clipes. O mais famoso foi, sem dúvida, Thriller (vídeo), que teve uma
história de horror com uma maquiagem muito credível complementado e coreografia
que marcou toda uma geração. Foi um dos primeiros que decidiu alterar o formato
de vídeo criando um mini filme de três minutos.
Tipos videoclipe
Tipo A. Descritivo.
A
narrativa com a sensação de certa ordem ou no momento na sucessão de imagens,
que são os fatores que irão moldar a representação espaço-temporal, mas não há
lugar para contar histórias. O objetivo é criar uma sensação de participar de uma
experiência. Eles apresentam a música e seu músico ou grupo no palco, em um
estúdio ou em um concerto. Tudo isso é acompanhado por imagens associadas de
alguma forma com o outro, tentando manter a atenção do espectador e introduzir
na situação, dentro do discurso.
Exemplo: Livin’ on the Prayer – Bon Jovi
Tipo B. Narrativo.
Ele
apresentada uma sequência de eventos de uma história sob a estrutura clássica
dramática. Ele desenvolve um programa de narrativa, onde atores podem
interpretar os papeis das personagens do drama (ou os próprios músicos podem atuar).
A relação entre música e imagem pode ser:
·
Linear (repete o que a canção narra);
·
Adaptação (enredo paralelo da música);
·
Sobreposição (história independente da
música, mas funciona).
Exemplo: Jesus Of Suburbia - Green Day
Tipo A + B.
Descritivo - narrativo. É uma mistura dos dois.
Exemplos: Miles Away - Winger
Maiores e melhores informações consulte: www.kandykills.jimdo.com/ (página em espanhol).
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Escalas e acordes - como fazer?
Organizado por Marcello Ferreira Soares Junior
Elementos
formais da música: Intervalos musicais
O termo intervalo
dentro da teoria musical é utilizado para designar a distância acústica entre
dois sons. Os intervalos musicais têm as seguintes classificações:
Melódico: sons sucessivos.
Harmônicos: sons simultâneos.
Os intervalos melódicos são divididos em
seis categorias:
Ascendente: quando a primeira nota é
seguida de outra mais aguda.
Descendente: quando a primeira nota é
seguida de outra mais grave.
Conjuntos: quando as notas que se sucedem
são vizinhas diretas.
Disjuntos: quando as notas que se sucedem
são vizinhas indiretas.
Simples: quando os intervalos encontram-se
no âmbito de uma oitava.
Vamos analisar de
acordo com as classificações e categorias que já vimos:
Aqui o intervalo é melódico, ascendente,
disjunto e simples.

Identificando
os intervalos
Na música
ocidental, o menor intervalo entre duas notas é o semitom, já o maior a oitava.
Uma oitava é formada pela soma de 12 semitons dispostos de forma consecutiva.
Esta organização recebe o nome de Escala Cromática.
Tipos
de intervalos
Dentro de uma
oitava podemos encontrar outros 11 intervalos menores. Os intervalos dentro da
oitava podem ser:
·
Segundas; Terças; Quartas; Quintas; Sextas;
Sétimas.
Elas também estão divididas em:
·
Maiores;
·
Menores;
·
Justos;
·
Diminutos;
·
Aumentados;
·
Tritono.
Eles recebem
essas denominações de acordo com a distância acústicas da nota tomada como
referencia e o número de semitons entre duas notas (no exemplo temos a nota Dó
como referencia).
Muitas vezes, um intervalo com o mesmo
número de semitons terá nomenclaturas diferentes, isso ocorrerá dependendo do
contexto onde se encontra esse intervalo.
Inversão dos intervalos
A inversão dos intervalos musicais ocorre
quando as notas de um intervalo mudam de posição em relação anota de
referencia. Por exemplo: um intervalo ascendente tornasse descendente
utilizando as mesmas notas.
Para
facilitar a compreensão dos intervalos utilizamos cinco regras básicas:
·
Quando um intervalo maior é invertido ele
se torna menor (e vice-versa);
·
O tritono não sofre inversão;
·
A inversão de um intervalo justo irá
resultar em outro intervalo justo;
·
As 2ª ßà 7ª; As 3ßà 6ª.
A escala Maior
Uma escala é um conjunto de intervalos,
onde usamos os semitons para organizar o local de cada nota na escala.
Na
escala de maior temos setes notas, já os intervalos entre elas são os
seguintes:
Essa sequência de
tons e semitons irá forma todas as escalas maiores.
Acordes
Os
acordes básicos, as tríades, são conjuntos de três notas de uma determinada
escala “empilhados” em intervalos de terças Maiores e menores. Cada nota tem
uma designação:
Tônica
– dá nome é a nota (raiz) principal de um acorde;
Terça
– determina se o acorde será maior ou menor;
Quinta
– determina se o acorde será justo, aumentado ou diminuto.
Como empilhar as terças para forma uma
acorde?
Vamos
tomar como exemplo o acorde de Dó maior.
Vamos
pegar a escala de dó maior e sobrepor à nota dó.
O
acorde Maior é formado por uma terça Maior se guinda e uma terça menor. O
acorde menor é o inverso 3ª menor seguida de uma 3ª Maior.
Exemplo:
acorde de Ré menor.
“Tabua” dos acordes
Campo Harmônico
São
os acordes formados sobre as notas de uma determinada escala (no exemplo temos
a escala de Dó Maior). Formando o conjunto de acordes usados em uma determinada
tonalidade.
Monodia Secular séculos XI à XIII: Goliardos; Troubadours; Trouvères; Minnersänger e Meistersinger
Organizado por Marcello Ferreira Soares Junior
Monodia Secular séculos XI à
XIII: Goliardos; Troubadours; Trouvères; Minnersänger e Meistersinger
Por volta do século XI, com a afirmação das monarquias nacionais, se
inicia o renascimento econômico da Europa. As cidades voltam a ser os centros
da vida e do comercio. Nestes centros o imobilismo social e intelectual que
marcou o sistema feudal começa a desaparecer, comerciantes, artesões e
artífices ressurgem como classes organizadas, organizações que estavam
desaparecidas desde o fim do Império Romano. O conhecimento e a erudição se
deslocam para fora dos mosteiros, fazendo florescer uma nova classe de eruditos
fora da igreja, agora no ambiente aristocrático. Sendo conseqüência disso o
nascimento das primeiras as universidades.
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Neste ambiente nasce o movimento literário e poético trovadoresco que
foi de imensa importância para cultura ocidental, pois se configurou como um
evento inédito na Europa deste a antiguidade. Acredita-se que dois aspectos
foram de fundamental importância para o surgimento este movimento:
1 - A mobilidade
promovida pelo renascimento do comercio. Essa situação econômica e de intercâmbio de comunicação incentivou os costumes, as informações e as
idéias passaram a circula com mais freqüência;
2 - A afirmação das línguas
nacionais (por exemplo: o Provençal no sul ou Langue L’oc e no norte a Langue L’oil da França; o alemão; o castelhano na Espanha; o galaico-portugues).
Por volta do final do século XI e inicio
do séc. XII, formas poéticas como as Chansons
de gesta estavam difundidas com sucesso pela Europa, chegaram a nós alguns
exemplos das Chanson de Geste como: Chanson de Roland no reino da França e
os Niebelungen no Reino dos Alemães.
Outros poemas já tinham inclusive adaptações em diferentes línguas como a Lenda de Tristão e Isolda. Neste período
a divisão entre a música sacra e secular não era tão forte os dois gêneros se
entrecruzavam com muita naturalmente. Coexistindo neste período, divididos em
três categorias principais: Música sacra litúrgica (usada no oficio); Música
sacra não litúrgica (canções de exaltação ou usada nas procissões) e Música
Secular.
![]() |
| Figura 1 Mapa político da Europa por volta do século XI e XII |
A monodia estava plenamente
estabelecida como também já havia passado por uma série de desenvolvimentos em
termos de forma e escrita melódica e iniciava a trilha em direção à polifonia.
Formas como o Conductus monódico foram
amplamente difundidas e passaram a ser também utilizadas na música secular e no
cancioneiro popular que nasce na Idade Média. Apesar de a música secular
medieval prestigiar as línguas nacionais, seus mais antigos registros ainda são
em língua latina, o repertoria chamado de Canções
dos Goliardos.
Os Goliardos
Associados ao seu mítico patrono
o Bispo Golias. Eles eram estudantes e clérigos de vida errante, que
perambulavam pela Europa antes do nascimento das grandes universidades
sedentárias. Seu estilo de vida era considerado vagabundo e mau visto por
muitos, suas canções em língua latim celebravam sua vida errante e delas foram
feitas inúmeras coletâneas como a Carmina
Burana. Os temas tratados algumas vezes com extrema sutileza em outras não,
transitavam em torno do tripé: Mulheres, vinho e sátira (dos costumes,
autoridades e etc.). Com seu caráter franco e mordaz desfrutou de uma imensa
popularidade no período. Contudo pouco da sua música chegou até nós de forma
completa, muito do que temos hoje são reconstituições feitas a partir de varias
fontes. Esta dificuldade se dá pela falta de um sistema de notação mais preciso
para música dos Goliardos. Ouça: Dulce Solum
A Chanson de Geste; Jograis e os Menestréis
A Chanson de Geste era um poema do
gênero épico em língua vernácula que narra feitos heroicos, As
mais antigas Chanson datam de fins do século XI
e do início do século XII, muitos destes poemas ficaram famosos
como:
Muitas destas Chansons eram recitas ou cantadas, e em alguns casos representadas.
As pessoas que representavam as Chansons
eram chamadas de Jograis ou Menestréis, eles eram uma classe de músicos e
artistas que perambulavam sozinhos ou em grupos de aldeia em aldeia, castelo em
castelo sendo pobremente remunerados, eram considerados páreas na sociedade
medieval. Contudo com o desenvolvimento econômico dos séculos XI e XII e a
estabilização da sociedade, sua condição melhorou muito. Por volta do meio do
século XI, grande parte deles se fixou em cidades e passaram a se organizaram
em confrarias, que deram origem a corporações de músicos profissionais, que não
só regulamentavam seu trabalho, mas também concediam formação aos músicos. É importante saber que os menestréis não eram
poetas e compositores, eles cantavam, tocavam canções compostas por outros ou
extraídas do domínio popular. Contudo, o engenho e sua tradição profissional
foram de extrema importância para o desenvolvimento da música secular européia.
Troubadours e Trouvères
As duas palavras têm o mesmo significado: inventores. Troubadours (com o feminino, Trobairitz) em Provençal ou langue d’oc no sul da França e Trouvères em langue de d’oil (dialeto que deu origem ao francês moderno) no
norte. Os dois grupos não eram grupos bem definidos, na sua maioria eram
formados por membros da nobreza (aristocratas e até reis). É curioso observar
que nestes círculos, mesmo as pessoas de nascimento humilde podiam ascender por
meio de seu talento. Estes poetas criavam e cantavam suas cantigas ou muitas
vezes contratavam menestréis para tal. Muitas das cantigas foram conservadas em
coletâneas chamadas de Chansonniers.
Mas não existia uma sistematização nos registros, por este motivo, atualmente
temos muitas versões diferentes de uma mesma cantiga, pois elas podem variar de
acordo com o escriba que as registrou ou até por causa da fonte do registro (um
menestrel que aprendeu de cor e com o tempo alterou a melodia ou letra
original).
Chegaram até um numero um tanto reduzido de poesias e melodias Troubadours
e Trouvères:
Troubadours: 2600 poemas e 260 melodias.
Trouvères: 2130 poemas e 1420 melodias.
A temática poética dos dois grupos não era demasiado profunda, mas era
imensa na variedade e o engenho em termos de forma. Havia principalmente duas categorias de
composição: as baladas e as baladas dramáticas estas necessitavam de mais de um
interprete e provavelmente eram representadas. O gênero mais cultivado das
baladas dramáticas foi a Pastourelle,
seu texto sempre apresenta o mesmo enredo: uma jovem pastora encontra o
cavaleiro que a corteja, ela resiste, mas ceder ou pede socorro, neste momento
surgi o irmão ou namorado da pastora que põem o cavaleiro para corre, não sem
que antes haja um combate.
Para os Troubadours o tema mais freqüente era o amor com conotações
tanto carnais e sensuais quando místicas e idealizadas, também existiam
cantigas que abordavam temas morais e políticos, algumas eram inclusive debates
sobre temas do cotidiano, já outras traziam temas amenos como as cantigas de
amor cortês. Já os Trouvéres em sua maioria cultivaram um estilo de cantiga com
temas religiosos, utilizando muitas formulas da musica secular para exaltar
figuras religiosas, isso é possível constata nas cantigas de louvor a Virgem
Maria, que apresenta recursos usados na poesia de amor cortês.
Amor Cortês foi uma expressão do pensamento
medieval que contemplava: atitudes, mitos e etiqueta para amour courtois ("amor
cortês"), foi cunhada por Gaston Paris em um artigo escrito em 1883,
"Études sur les romans de la Table Ronde : Lancelot du Lac, II: Le conte de la
charrette", um tratado da analise do Lancelote, o Cavaleiro da Carreta
(1177) de Chrétien de Troyes. O amour
courtois era uma disciplina nobre e idealizadora: O amante (idealizador)
aceita a independência de sua senhora e tenta fazer de si próprio merecedor
dela, agindo de forma corajosa e honrada (nobre) e fazendo quaisquer feitos que
ela deseje. Mas o amor não é totalmente platônico, já que se baseia numa
atração sexual.
exaltar o amor. Ela deu
origem a vários gêneros da literatura medieval. A expressão
Em termos musicais o tratamento dado as melodias pelos Troubadours e
Trouvères era silábica, ou seja, uma nota por silaba, com um pequeno melisma normalmente na penúltima silaba
dos versos. Esta regra não impedia que os cantores incluíssem ornamentações
durante o canto para que houvesse variedade e contraste entre as melodias,
muitas vezes havia uma rápida improvisação entre cada estrofe da cantiga.
Existe uma incerteza em relação à métrica e o ritmo das melodias, alguns
especialistas acreditam que as notas longas e curtas eram definidas em
correspondências as sílabas acentuadas e não acentuadas das palavras. As melodias não passavam do âmbito de uma
sexta e raramente de uma oitava. As cantigas do Trouvères eram relativamente
curtas (entre três e cinco compassos numa transcrição moderna em compasso
ternário). Suas melodias eram simples e fáceis de decorar, seu ritmo livre, é
curioso observar estas cantigas muita afinidade com as canções do folclore
francês. Recursos como repetição, variação e contraste são largamente usados
para da forma conferindo interesse variedade às melodias das cantigas. Muitas
das cantigas do Trouvères apresentam um refrão, que são versos ou pares de
versos que são repetidos após cada estrofe cantada, o refrão quando repetido
implica da repetição de sua melodia ao longo da cantiga. O refrão como
estrutura é importante para o desenvolvimento da forma nas músicas com caráter
de dança, pois, acredita-se que este processo possa ter dando origem as
cantigas de dança, onde o coro de dançarinos cantava o refrão.
Os Minnesinger e os Meistersinger
Os Troubadours franceses foram o modelo para nobres poetas-compositores
alemães, os Minnisinger. Suas canções as minnelieder (minne = amor; lieder = canção)
tinham representações mais abstratas do amor que aquelas dos Troubodours, por
outro lado outras muitas tinham caráter religioso. Por este motivo as cantigas
tinham um estilo mais sóbrio, outro aspecto que indica isso é uso dos modos e
modelos rítmicos da música litúrgica em suas melodias, os ritmos obedeciam ao
ritmo dos textos (a maior parte das cantigas era em ritmo ternário). Em termos
de forma as canções eram estróficas com uma estrutura rígida onde a repetição
das frases melódica era cuidadosamente observada.
Alguns gêneros foram amplamente cultivados dentro do repertorio dos minnesinger como as cantigas de alvorada ou de vigília,
onde a personagem principal é o amigo que fica de sentinela, protegendo e
alertando os amantes da chegada da alvorada. Tanto na Alemanha como na França
foram também escritas muitas cantigas de devoção religiosa inspiradas nas
cruzadas. Como as
de Walther von der Vogelweide que escreveu, entre outras, Palästinalied (Canção da Palestina) quando seu protetor, Frederico II,
partiu para a cruzada. Minnesänger : Walther von der Vogelweide - Under der linden
Palästinalied
Palästinalied
A partir do século XIII na França a arte de criação dos Troubadours e
Trouvères passou a ser cultivada também pelos primeiros burgueses (neste
contexto o termo burguês se aplica para representar os profissionais liberais
que viviam nas cidades onde havia centros de comercio, ou burgos). Como reflexo
disso, surgiu na Alemanha a classe dos Meistersingers, os sucessores dos
Minnesingers a partir do século XIII. Eles se organizaram em corporações em
varias cidades alemãs, sendo a mais famosa delas a de Nuremberg (retratada na
ópera de Wagner Der Meistersinger Von
Nuremberg, 700 anos depois), esta corporação foi tão forte que se dissolveu
apenas no século XIX. A música dos Meistersingers tinha regras rígidas de
composição que apesar de produzir obras primas nos dar a impressão de serem
menos expressiva que dos minnesingers.
Em outros países da Europa também ocorreram movimentos paralelos aos da
França dos Troubadours e Trouvères, gerando obras importantes como as Cantigas
de Santa Maria de Alfonso X, O sábio,
na Espanha. Também formas importantes como as cantigas de amigo, que tem suas origens na Península Ibérica. Cantigas de Santa Maria - Porque trobar - Prologo
A Música Instrumental
As danças Medievais eram acompanhadas inicialmente pelas cantigas, com o
tempo começou a se utilizar dentro das cantigas trechos instrumentais (que
repetiam a idéias das clausula dos
duplum polifônicos que veremos na próxima apostila) ou versões instrumentais
das melodias. A partir do século XIII e XIV começa a se destacar uma forma de
música instrumental de dança na Inglaterra e no continente, a estampida (estampie na França e instampite
na Itália). As estampidas são os mais antigos exemplos de música instrumental
medieval que temos registro. A música instrumental servia apenas para dança,
não havia outra aplicação a para ela, a música instrumental só ira se
desvincular totalmente da dança no séc. XVII, já no período Barroco.
O estampie consiste de quatro a sete seções, chamadas punctum, onde cada uma que se repete,
veja a formula:
aa, bb, cc, etc.
Há também as chamadas terminações
que eram espécies de cadências que tinham duas categorias em duas diferentes: Ouvert [X] (aberto) e Clos [Y] (fechado) elas eram usadas após
a declamação da primeira e da segunda estrofe respectivamente. Aqui as estrofes
eram chamadas de punctum, deste modo a
estrutura pode ser:
a + x, a + y, b + x, B + y, etc.
Às vezes, as mesmas duas
terminações são usadas para todos os punctum
da estrutura:
A + X, a + y; b + x, b + y, c +
X, C + y, etc.
Uma estrutura semelhante foi usada
em formas de dança medieval como o saltarello.
O mais antigo exemplo conhecido desta
forma musical é a canção "Kalenda Maya", supostamente escrita pelo
trovador Raimbaut de Vaqueiras (1180-1207). Todos os outros exemplo conhecidos
são puramente instrumentais. Exemplos do século XIV incluem estampies dentro de dramatizações de
lendas como Lamento di Tristano, Manfredina, Isabella, Tre Fontane. Embora o estampie seja geralmente monofônica, há
exemplo de composições para duas vozes.Kalenda Maya
Instrumentos Medievais
Os instrumentos encontrados na Europa medieval tinham varias origens,
alguns como a harpa era uma adaptação da lira romana. Outras tinham sua origem
fora da Europa como o alaúde que é árabe. Segue uma rápida lista de
instrumentos medievais:
Vielle ou Fiedel instrumento
de cordas friccionada, muito comum entre os jograis e menestréis, foi o
protótipo da viola renascentista e do violino, e talvez de nossa rabeca, era
usado para acompanhar a recitação ou canto.
Saltério era uma espécie de citara
que tinhas as cordas percutidas com bicos-de-pena.
Alaúde instrumento de cordas trazido pelos árabes a península ibérica
pelos árabes.
Flautas de vários tipos retas ou transversais.
Charamela instrumento de sopro da família do oboé.
Trombetas de uso exclusivos dos nobres.
Gaita de fole instrumento popular universa na Europa.
Vários tipos de tambores usados a partir do século XII nas músicas para
dança.
Carrilhão:
conjunto de sinos graduados, para ser tocado com martelos de metal.
Cítola
ou cistre: instrumento de 4 cordas de arame
Harpa:
menor em tamanho que a harpa moderna.
Rebec:
instrumento em forma de pêra, com 3 cordas para serem friccionadas por um arco.
Viela
de roda: instrumento no qual uma roda movida a manivela fazia as cordas
vibrarem, e um teclado em conexão com as cordas melódicas respondia pela
diferenciação dos sons.
Lista de alguns importantes Troubadours; Trobairitz e Trouvères:
Bernart de Ventadorn (1130-1180)
Folquet de Marselha (1180-1231)
Gautier De Coincy (1167-1236)
Thibaut De Champagne (1201-1253)
Beatriz condessa de Diá (1190 – 1210)
Adam De La Halle
(1240-1287)
Neidhart Von Reuental (1180-1237)
Tannhaüser (1205-1270)
Walther Von Der Vogelweide (1170-1230)
Península Ibérica:
Alfonso X, O Sábio (1221-1284)
Algumas Fontes Importantes:
Cangé
Chansonnier
Cappella Giulia Chansonnier
Chansonnier Cordiforme
Chansonnier du Roi (also Occitan)
Chansonnier Nivelle de la Chaussée
Florentine Chansonnier
Mellon Chansonnier
Seville
Chansonnier
Wolfenbüttel
Chansonnier
Adam de la Halle
(Arras, c. 1237 - Paris, França, entre 1285 e 1288) foi um trovador francês
também conhecido como Adam, O Corcunda.
É considerado um dos principais percussores da comédia francesa. Mudou-se para
Paris, onde aperfeiçoou seu talento em apresentações para a corte francesa.
Chegou a acompanhar o rei Carlos I em visitas à Sicília e a Nápoles. Sua obra diferenciou-se
em sua época, pois normalmente todas eram fundamentadas no contexto religioso.
Ele escreveu também dezenas de poemas e composições musicais monódica
e numa polifonia primitiva. Entre suas
peças para teatro mais conhecidas estão A História de Griseldis, considerada precursora das peças sérias sem a temática
religiosa da época, e o Jeu de Robin
e Marion, comédia pastoral musicada que é tida como uma das primeiras obras
dramáticas francesas, representada por volta de 1285 para corte. Foi também o
primeiro músico francês a viajar para a Itália, algo extremante difícil na
época. Em sua obra ele cultivou estilos musicais e poéticos como: Rondeaux,
motetos e jeux-partis.
Adam estudou gramática, teologia e música na abadia cisterciense de
Vaucelles, perto de Cambrai. O pai de Adam o tinha destinado a igreja, mas ele
renunciou a essa intenção, e se casou com Maria (que figura em muitas de suas
canções). Depois ele se vinculou a família de Robert II, conde de Artois, e, em
seguida, foi passou viver sub a proteção de Carlos de Anjou, irmão de Charles
IX, cujas aventuras levaram o poeta a segui-lo ao Egito, Síria, Palestina e
Itália.
Jeu de Robin et Marion é supostamente o Jeu secular mais antigo com a música encontrado em língua francesa,
e é a obra mais famosa de Adam de la Halle. Adam
escreveu o Jeu de Robin et Marion
para o corte de Charles I de Nápoles. Ele foi para Nápoles ao serviço de Robert
II de Artois. Le Jeu de Robin et Marion (extractos, parte 1)
A história é uma dramatização de um gênero tradicional da canção
francesa medieval, o pastourelle.
Este gênero normalmente fala de um encontro entre um cavaleiro e uma pastora,
freqüentemente chamado Marion. Versão Adam de la Halle da história coloca uma
maior ênfase nas atividades de Marion, seu amante Robin e seus amigos depois
que ela resiste ao avanço do cavaleiro.
O Jeu é constituído de um
diálogo no dialeto Picardian falando na cidade natal de Adam, Arras, os
diálogos são intercalados por refrões curtos ou canções em um estilo que pode
ser considerado popular. As melodias são têm o caráter de música popular, pois parecem
mais espontâneos do que das canções mais elaboradas do autor.
História da música ocidental - Donald Jay Grout, Claude V. Palisca
Uma Breve História da Música - Roy Bennett
Masterpeices of music before 1750 - Carl Parrish
Music: The Definitive Visual History - Ian Blenkinsop
A Concise History of Western Music - Paul Griffiths
Harvard Dictionary of Music - Willi Apel
Se você quiser e puder colabore com o Parlatório Musical (LINK)
PS: Foda-se abnt
sábado, 12 de abril de 2014
Gregos/Romanos e a música da Igreja Cristã primitiva: Nascimento da Música Ocidental
Organizado por Marcello Ferreira Soares Junior
Embora em muitos aspectos a música da igreja primitiva seja aparentada
com a música da tradição grega (homofônica ou heterofônica; sempre associada a
um texto poético ou religioso) não podemos dizer que existe um laço de
continuidade entre elas. Em sentido estrito, a música do ocidente tem inicio
com a Igreja Cristã primitiva e medieval, ou seja, aquele período que
compreende dos dois séculos iniciais da era cristã até a tomada de
Constantinopla pelos Otomanos (1453).
Ao contrario de outras artes como a literatura, arquitetura e escultura
que tanto foram influenciadas pelos modelos dos períodos clássicos da cultura
grega e romana, os músicos da Idade Média seque conheciam qualquer exemplo da
música da época de apogeu destas culturas. Contudo, os textos filosóficos e
teóricos dos gregos foram conservados e suscitaram o interesse dos estudiosos e
teóricos medievais. Além disso, muitas das ideias sobre música dos gregos ainda
hoje são amplamente discutidas.
É
importante lembrar que atualmente – por mais curioso que possa parecer – temos
uma idéia muito mais clara de como era a música grega e romana que no passado.
Pois graças aos estudos de verdadeiros arqueólogos musicais temos acesso às reproduções
de obras sobreviventes destas culturas. Mas apesar do acesso que temos hoje a
documentos (filosóficos e teóricos), representações
visuais de músicos e seus instrumentos, da música em si nos restam apenas alguns
de fragmentos de textos com notação, dos quais a reconstrução ainda causa
imensa controvérsia entre os especialistas.
A música para os gregos
Podemos dividir a compreensão dos gregos acerca da música em dois
períodos distintos, no primeiro a música tinha sua origem divina, ligada a
divindades como Apolo e Dionísio.
Sendo que o primeiro representava os aspectos sagrados e divinos. Já o
segundo aos aspectos sensuais e orgásticos da música. Apolo regia as Musas, que
na mitologia grega eram as nove irmãs que presidiam todas as Artes e Ciências
(tendo Euterpe como patrona da Música). A música era considerada como um elemento
constante na vida e nas suas varias atividades: religiosas, cívicas ou
privadas.
Nos períodos mais primitivo da cultura grega (Arcaico, Pré-Homérico e
Homérico), a música era vista como detentora de poderes misteriosos capazes de
influenciar a personalidade e os costumes, curar enfermidades e até evocar
poderes naturais e sobrenaturais.
Os cultos a Apolo e Dionísio dividiam os usos
da música no âmbito religioso, enquanto no culto a Apolo a música era utilizada
na consagração dos poderes sobrenaturais do deus solar, como por exemplo, nos
Jogos Olímpicos e Pítios. Já no culto a Dionísio, ela prestava-se muitas vezes
aos ritos orgásticos das deusas da fertilidade e do amor cultuadas na Grécia e
Ásia menor.
Figura 1 Lira instrumento da música de Apolo e o Aulos da música de Dionísio
Nos períodos posteriores (a partir do período Clássico), a música passou
a ser vista pelos pensadores gregos como instrumento de descoberta dos segredos
cósmicos e também de formação moral do homem. Para muitos filósofos a música
era um instrumento da busca da beleza e verdade.
Vejamos alguns exemplos:
Pitágoras e seus seguidores acreditavam que a “chave” para os mistérios
do mundo físico e metafísico eram os números e a música. Nesse contexto a música
era vista como o instrumento capaz de demonstrar esta afirmativa.
Claudio Ptolomeu acreditava que os movimentos dos corpos celestes eram
regidos por um sistema baseado nos intervalos das escalas musicais, quando este
movimento ocorria gerava uma música inaudível ao homem, mas que matinha a
harmonia nos movimentos do universo. Mas tarde esta idéia foi eternizada por
Platão no mito da “Música Das Esferas”.
Platão e Aristóteles desenvolveram toda uma doutrina para formação moral
e cívica tendo a música e a ginástica como elementos principais, a chamada
doutrina do Ethos.
Doutrina do Ethos
Como já dissermos anteriormente a maior herança da musical da civilização
grega para a Idade Média e o Renascimento foi o pensamento filosófico voltado a
Música. Talvez o mais influente sistema filosófico neste sentido tenha sido a
doutrina do Ethos.
Na antiga Grécia dentre todas as artes, a música era a mais relevante. Para
os gregos a música tinha o poder de influenciar as qualidades da moral do homem
e do estado.
A música foi um dos principais interesses da política do estado grego. A
formação musical era um requisito básico na educação de qualquer cidadão. A música
caberia o papel de formadora da conduta moral, social e política de cada
indivíduo dentro estado.
A música dentro da doutrina do Ethos
não era um elemento passivo da cultura, os gregos acreditavam (principalmente
Aristóteles) que a música é capaz de representar os estados da alma (brandura,
raiva, paixão, coragem, alegria, temperança e seus opostos). Acreditava-se que
quando escutássemos um trecho musical com uma destas representações, nós
seriamos afetados pelo estado representado na melodia, desta forma, depois de
certo tempo expostos a estas qualidades elas passariam a fazer parte de nossa
personalidade.
Em contrapartida, se fossemos expostos a música que suscitasse
sentimentos negativos estes também se tornaria parte de nossa personalidade.
Esse conceito era tão intrínseco na sociedade grega que havia um ditado
famoso: “deixai-me fazer as canções de uma nação, que pouco me importa quem faz
suas leis”, esta máxima também é um trocadilho, pois em grego a palavra nomos que designa “lei” ou “costume”
também era usada para representar esquemas melódicos usados nas canções líricas
e para solos instrumentais.
Estas questões foram tratadas por
Platão e Aristóteles, principalmente na República (380 A .C.) e na Política (330 A .C.) respectivamente. Os
dois concordavam com o fato de que se a educação musical e física fossem estimuladas
de maneira equilibrada, poderiam estruturar o indivíduo e sua conduta moral e
emocional de forma suficiente para vida em sociedade. Já o exagero de uma
pratica em detrimento da outra poderia ser nociva para a capacidade do
individuo viver em sociedade.
Em nossa visão moderna tal preocupação pode parecer exagerada ou
autoritária, quase primitiva. Mas é importante lembrar que esta preocupação é
evidente em varias sociedades e regimes políticos ao longo dos séculos. No
século XX regimes políticos e religiosos têm imensa preocupação com a música
vinculada e atualmente vários educadores demonstram preocupação com o tipo de
música vinculada à juventude. Infelizmente não chegaram até nós vestígios desta
música educativa vinculada aos gregos.
Assim a herança do pensamento grego acerca da música ainda vive entre
nós, pois sendo ele é fundamental para vida humana, como a própria música e
será sempre retomado e discutindo enquanto somos civilização.
Obras sobreviventes
Atualmente sobrevivem poucos fragmentos da Grécia antiga. A duas mais
famosas são Epitáfio de Seikilos
datado dos séculos I a.C. e poucos trechos da tragédia Orestes de Eurípides do século V a.C. Apesar de aparentemente
simples, a forma pela quais os gregos faziam sua notação musical não é
plenamente conhecida, e grande parte da reconstituição destas obras é
conjetural.
Figura 2 dois fragmentos de papiro com música notada
O Epitáfio de Seikilos é o
mais antigo exemplo de uma composição musical com notação musical e letra no
ocidente. A melodia foi encontrada gravada em uma lápide perto de Aidin na
Turquia (próximo a Éfeso) datada do século I d.C..
Nele é informado a autoria
na música, creditada a Seikilos (Ele também poderia ser o mecenas que
encomendou a composição). Ao que parece a canção foi composta em homenagem a
esposa de Seikilos, provavelmente enterrada no local. Além da composição, foram
encontradas estas inscrições:
Eu sou um túmulo, um ícone.
Seikilos me pôs aqui como um símbolo eterno da lembrança imortal.
Na figura abaixo uma reprodução do texto gravado na lápide com o
alfabeto grego moderno, há uma linha acima com letras e sinais que indicam as
notas:
Ilustração 1
texto gravado no Epitáfio de Seikilos
Abaixo temos uma transcrição para notação contemporânea:
Ilustração 2 transcrição
A melodia está escrita num modo
dentro de uma oitava que vai de Mi (3) - MI (4), Muito próximo ao modo de
Dórico contemporâneo.
A seguir uma transliteração das palavras cantadas na melodia e uma tradução para o português:
Hoson zes, phainou - Enquanto viveres, brilha
Meden holos su lupou - Não sofras nenhum mal
Pros oligon esti to zen - A vida é curta
To telos ho chronos apaitei - E o tempo cobra suas dívidas
Acreditasse que a lápide foi gravada entre 200 a.C. e cerca de 100 d.C.
Embora existam exemplos mais antigos de notação musical, todos eles são apenas
fragmentos. O Epitáfio de Seikilos é
único por ser uma partitura completa de uma composição. Há exemplos ainda mais
antigos no oriente de composições notadas. Por exemplo, o Hino para a entrada do Imperador, originário da China é datado para
aproximadamente 1000 a.C.
Era cristã
Apesar de sabermos que os primeiros cristãos absolveram muitos aspectos
das culturas do Oriente Próximo (judaica e árabe) e do mundo Helênico-Romano, é
necessário entender porque não houve uma continuação entre a música da
antiguidade ocidental e a música do ocidente cristão.
Quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do moribundo Império
Romano, as autoridades trataram imediatamente em separar a nova cultura oficial
daquela ligada ao passado pagão. Muitos dos aspectos da vida social e privada
foram radicalmente alterados, as antigas iconografias dos deuses pagãos foram
substituídas por imagens de Cristo; os templos foram convertidos em igrejas; praticamente
toda a música e instrumentos utilizados em rituais religiosos pagãos ou desapareceu,
foram adaptados ou caíram em desuso.
Mais tarde com a canonização de outras regiões da Europa, como o norte e
as ilhas britânicas e a Irlanda, a música primitiva destes povos também desapareceu
por completo, por motivos variados, deste o simples desuso e a falta de um
sistema de notação para registro, até a proibição destas manifestações musicais
imposta por parte das autoridades eclesiásticas.
É necessário se ter em mente que este tipo de proibição não foi uma
novidade, deste a antiguidade os povos dominadores tinham como hábito suprimir
ou absolver a cultura dominada.
A música na antiguidade (como ainda hoje!) era vista um instrumento
determinante para propagação de idéias, desta forma, a ascendente igreja cristã
observava sua música com muita atenção. Um notável exemplo é a obra Da Música de Santo Agustinho. Nela o
autor, inspirado no pensamento grego de Platão e Aristóteles trata de conceitos
de como devem ser as melodias e seus aspectos éticos e vocacionais.
Muito do desenvolvimento da linguagem musical do ocidente esta ligada a
música litúrgica, por dois motivos básicos: ela foi extensamente divulgada na
Europa pré-medieval e desta maneira suas formas e linguagem melódicas
tornaram-se modelos para música secular. Assim, muito da música que hoje é
rotulada como música "ancestral" ou "pagã" europeia tem suas raízes no período medieval
com forte influência da música cristã da antiguidade.
O Cantochão
Cantochão “inaugura” a música do ocidente, apesar de sua teoria ser
pautada sobre os manuscritos da época clássica da civilização greco-romana, ou
até mesmo fontes anteriores (salmos do Antigo Testamento). Em termos práticos o
cantochão pouca relação musical com a música destas culturas.
O cantochão é a música mais antiga ainda em uso, ela
representa um dos grandes e mais ricos tesouros da cultura ocidental.
Na prática o cantochão é:
Monofônica e originalmente desacompanhado. Muitas
vezes temos referencias a coros, que na verdade cantam as melodias e uníssono
ou em oitava (quando há jovem entre os coristas).
As melodias normalmente são era cantadas por graus
conjuntos, ou seja, quase sem saltos, dentro de um âmbito não ultrapassa uma
oitava e o ritmo é baseado na acentuação tônica da língua latina.
Um aspecto curioso do Cantochão primitivo é que as
melodias eram todas anônimas, não se costumava identificar seus autores, algo
que só passou a acontecer por volta do séc. VII e VIII.
Isso se deve a máxima teológica afirma que se todos
são iguais aos olhos do criador, desta forma suas obras também o eram. Dessa
forma, não havia motivo para destacar um autor, por outro lado, em termos práticos
os cantos eram todos pertencentes a igreja e seu serviço.
O cantochão pode ser dividido quanto ao texto, forma e estilo.
Quanto ao texto
Textos bíblicos
Textos em prosa (as lições do Ofício Divino, as epístolas e o Evangelho
da missa).
Textos poéticos (os Salmos e os Cânticos).
Textos não bíblicos
Textos em prosa (o Te Deum e
várias antífonas incluindo as Marianas)
Textos poéticos (os hinos e as sequências
de cultos e Missas)
O Cantochão pode também ser classificado em sua forma (como cantado):
Quanto a Forma
Antífono: dois coros cantam versos com um refrão, alternadamente;
Responsório: solistas cantam os versos e o coro canta o
refrão;
Direto: os cantores cantam os versos e não há
refrão.
Quanto ao Estilo
Refere-se à relação entre as notas entoadas (melodia) e as sílabas pronunciadas (texto):
Silábico: os
cantos em que a cada sílaba do texto corresponde a uma nota somente.
Melismático: os cantos em que uma única sílaba de uma
palavra canta longas passagens de notas.
Neumático: o canto é na maior parte dele silábico e,
em poucas breves passagens, segue um melisma de quatro ou cinco notas somente
sobre algumas sílabas do texto.
Os primeiros hinos cristãos surgem nas Igrejas de Jerusalém, Antioquia (na
Síria) e da Ásia Menor chegando a Europa via Bizâncio e finalmente Milão. O
historiador Romano Plínio, O Jovem,
documentou estes hinos por volta do ano 112 d.C.
Um dos principais núcleos do desenvolvimento dos cantos da igreja
primitiva foi Bizâncio (ou Constantinopla, atual Istambul) como centro urbano e
político após a queda de Roma.
Bizâncio passou a incorporar o papel de núcleo
não só da política, mas também da religião do ocidente. Lá ocorre uma grande
evolução dos hinos primitivos relatados por Plínio para formas mais elaboradas,
sendo a mais importante delas o kontakion.
Contudo apesar da centralização de Bizâncio várias regiões da Europa
desenvolveram suas próprias formas de liturgia, conseqüentemente, criando
variações dos hinos do cantochão. Com o tempo cada território do antigo império
romano formalizou seus ritos e cantos ritos no norte da Itália e o canto Ambrosiano, já no sul o Benaventino; na região da Gália (França)
o canto Gálico; Na Espanha o Moçárabe;
e na Inglaterra o Sarum.
Por volta de 590, o papa São Gregório Magno visando o fortalecimento da Igreja
Romana inicia um movimento de unificação dos Ritos cristãos, este movimento é
marcado pela abolição dos ritos regionais (e com eles seus cantos característicos)
sendo seguindo da instauração de um modelo padrão de liturgia e canto. Este
movimento foi mais tarde chamando de Reforma Gregoriana. Esta reforma é levada
a cabo pelo Papa Gregório Magno e por seu sucessor o papa Vitaliano.
Contudo, somente no período carolíngio ela é finalmente concluída. Graças
ao imperador Carlos Magno que por volta de 789, impõem o uso da liturgia romana
dentro do território do reino Franco. E quando coroado imperador do Sacro-Império
Romano institui o Rito e o Canto Gregoriano como o rito oficial de toda a
Europa cristã.
Entretanto ainda hoje é possível ouvir o Canto Ambrosiano é cantado atualmente nos arredores de Milão e o canto Moçárabe em Toledo e Salamanca.
O Oficio e a Missa
A principal aplicação da música sacra no final da Antiguidade e inicio
da Idade Media ocidental foi nos oficio e missas. Dentro destas formas temos as
primeiras manifestações formalizadas da música ocidental que temos noticia.
O Oficio ou as Horas Canônicas
são a rotina religiosa dos mosteiros, sua primeira codificação ocorreu por
volta de 520 dentro da Regra de São Bento.
O oficio é celebrado todos os dias em determinadas horas tanto nos mosteiros
quando em determinadas igrejas e catedrais. As Horas canônicas se dividem em:
Matinas: antes do nascer do sol
Laudas: ao amanhecer
Prima, terça, sextas e novas: às 6h, 9h, 12h e 15h respectivamente.
Vésperas: ao pôr do sol
Completas: logo a seguir das vésperas
O oficio é composto por orações, salmos, cânticos, antífonas,
responsórios, hinos e leituras.
A música dos ofícios esta compilada nos Antifonários. Os principais momentos musicais dos ofícios estão nos
Salmos e suas respectivas antífonas, no canto dos hinos e cânticos, além da
recitação das passagens das Escrituras. Alguns cânticos eram comuns em alguns
casos: como nas Vésperas o canto do Magnificat anima mea Domino (A minha
alma glorifica o Senhor). E nas Completas
as quatro antífonas da Virgem Maria (Antífonas Marianas), cada uma nos seus
respectivos momentos do calendário litúrgico:
Alma Redemptoris Mater (Doce Mãe do Redentor) desde o advento a 1
de fevereiro
Ave, Regina caelorum (Salve, Rainha dos Céus) 2 de fevereiro à
quarta-feira da Semana Santa
Regina coeli laetari (Alegrai-vos, Rainha dos Céus) da Páscoa
até o domingo da Trindade
Salve, Regina (Salve, Rainha) Da Trindade até ao advento
A execução correta destes cânticos era tão importante quando a liturgia
em si. Para que sempre se seguisse em boa ordem os ritos da liturgia da Regra de São Bento temos nela indicado o surgimento da figura do Chantre incumbido de organizar o scripitorum e o serviço religioso, assim
como a música. Por volta do século VI surgem as Schola Cantorum que eram grupos destinados à formação de cantores
para desempenhar o canto dentro do serviço religioso.
A Missa
Como sendo a missa o serviço religioso mais importante, o papel de sua
música passou a ser de extrema relevância dentro do mundo cristão. Até por volta
do Século VII não havia um padrão comum para sua celebração, até o edital Ordo romanus primus (final do século
VII) que era um conjunto de instruções para celebração litúrgica. Nele foram determinados
textos das missas variavam de acordo com a data, já outros passaram a ser fixos
dentro do serviço.
Estas duas categorias são chamadas de:
Estas duas categorias são chamadas de:
Próprios: eram os textos que variavam: orações (colectas) e Epistolas. As partes musicais: Intróito; Gradual,
Aleluia, Tractus, Ofertório e
Comunhão (Communio).
Ordinário: as partes invariáveis do serviço: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus
Dei e Ite, missa est.
As partes da missa eram assim organizadas pelo Ordo romanus primus:
Intróito que é normalmente um salmo cantando na
entrada do padre. Segue o Kyrie, que é
composto de dois refrões onde o primeiro é repetido após o canto do segundo:
kyrie eleison (Senhor, tende piedade de nós); Christo eleison (Cristo, tende
piedade de nós). Cada um é cantando três vezes, sobre uma mesma melodia.
Depois o Gloria: iniciado pelo padre e continuado pelo coro a partir do trecho “Et in terra pax”. Depois temos a colecta e a leitura da epístola do dia e logo em seguida o canto do Gradual e da Aleluia (na Páscoa a Aleluia é substituída pelo Tracto).
Segue a leitura do evangelho e depois o canto do Credo iniciado pelo padre e continuado pelo coro a partir do trecho “patrem omnipotentem”, segue o sermão e a eucaristia.
Durante a partilha do pão cantasse o Ofertório, seguisse uma nova colecta e o canto do Sanctus e o Benedictus, depois o canôn (prece da consagração) e a oração Pater Noster, depois o canto do Agnus Dei; após o consumo do pão e vinho temos Communio e o Post-Comunio e a missa é concluída com a formula: Ite, missa est ou com Benedicamus Domino.
Depois o Gloria: iniciado pelo padre e continuado pelo coro a partir do trecho “Et in terra pax”. Depois temos a colecta e a leitura da epístola do dia e logo em seguida o canto do Gradual e da Aleluia (na Páscoa a Aleluia é substituída pelo Tracto).
Segue a leitura do evangelho e depois o canto do Credo iniciado pelo padre e continuado pelo coro a partir do trecho “patrem omnipotentem”, segue o sermão e a eucaristia.
Durante a partilha do pão cantasse o Ofertório, seguisse uma nova colecta e o canto do Sanctus e o Benedictus, depois o canôn (prece da consagração) e a oração Pater Noster, depois o canto do Agnus Dei; após o consumo do pão e vinho temos Communio e o Post-Comunio e a missa é concluída com a formula: Ite, missa est ou com Benedicamus Domino.
Desenvolvimentos ulteriores ao Ordo
romanus primus
Entre os séculos V e IX os povos do centro e norte da Europa já se
encontravam convertidos, o canto gregoriano já era uma instituição firme. Por
volta de 719, com a invasão muçulmana na Síria, norte da África e península da
Espanha, fez com que a cristandade se deslocasse mais para norte e assim surgissem
outros centros políticos e de irradiação cultural.
Assim tornando a França o centro da cristandade. Esta proximidade do centro da cristandade, fez com que em outras regiões da Europa, missionários começassem a fundar escolas e congregações, em região até então distantes de Roma como na Irlanda, Escócia, Alemanha e Suíça surgiram centros de música importantes, como o mosteiro de São galo na Suíça. Neste período os compositores começaram a sair do anonimato passaram a ser identificados nos registros e Codex.
Assim tornando a França o centro da cristandade. Esta proximidade do centro da cristandade, fez com que em outras regiões da Europa, missionários começassem a fundar escolas e congregações, em região até então distantes de Roma como na Irlanda, Escócia, Alemanha e Suíça surgiram centros de música importantes, como o mosteiro de São galo na Suíça. Neste período os compositores começaram a sair do anonimato passaram a ser identificados nos registros e Codex.
Com estas novas escolas surgiram também novas formas de ser fazer a
música, por exemplo, as melodias do cantochão no norte da Europa como Christus hunc diem são cantadas com
vários saltos melódicos.
Estes compositores não só desenvolveram uma nova maneira de canto, mas também novas formas musicais, sendo as três principais o Troppo e Sequentia, Drama Litúrgico. Estas formas de composição são importantes, pois pela primeira vez em vários séculos os músicos da igreja que apenas adicionavam textos a melodias prontas, passaram a compor tanto a música e o texto ao mesmo tempo.
Estes compositores não só desenvolveram uma nova maneira de canto, mas também novas formas musicais, sendo as três principais o Troppo e Sequentia, Drama Litúrgico. Estas formas de composição são importantes, pois pela primeira vez em vários séculos os músicos da igreja que apenas adicionavam textos a melodias prontas, passaram a compor tanto a música e o texto ao mesmo tempo.
O Troppo surgiu por volta dos
séculos X e XI, e era na verdade um adendo em estilo neumático e com textos
poéticos dos cantos antífonos do próprio
da missa. Mais tarde surgiram como adição das partes do ordinário da missa, especialmente para o Gloria. Um nome que se destaca neste tipo de composição é o do
monge Tuotilo do mosteiro de São Galo.
Já nos primeiros manuscritos do cantochão podiam-se observar longos
trechos melódicos melismáticos, que muitas vezes se repetiam sem qualquer
modificação em diferentes coletâneas. Estas longas melodias na música do
serviço ficaram associadas às Aleluias.
A estas melodias se deu o nome de Sequentia (do latim sequor ou seguir). É creditado ao monge de São Galo, Notker Balbulus “O Gago” (840-912) a autoria das primeiras Sequentia, ele escreveu sobre os melismas palavras. A Sequentia no serviço religioso passou a ser cantada entre os salmos e partes do ordinário das missas.
A estas melodias se deu o nome de Sequentia (do latim sequor ou seguir). É creditado ao monge de São Galo, Notker Balbulus “O Gago” (840-912) a autoria das primeiras Sequentia, ele escreveu sobre os melismas palavras. A Sequentia no serviço religioso passou a ser cantada entre os salmos e partes do ordinário das missas.
Quanto a sua forma a Sequentia
se dividia normalmente em quatro grupos melódicos A B C D que eram repetidos até o fim do texto e uma formula
conclusiva N. A melodia A era sempre uma formula inicial e B um trecho diferente melodicamente de A. Já C e D guardam semelhanças
melódicas, contudo D é
semi-conclusiva. A parte final N é
uma formula melódica de conclusão, normalmente sobre as palavras “Amém”.
A Sequentia com o tempo se
torna independente do texto sacro e seu modelo é usado em canções populares e
músicas instrumentais para dança. O Concilio de Trento (1543-1563) bane a forma
do serviço religioso, mantendo apenas cinco Sequentia:
Victimae paschali laudes usada na
Páscoa; Veni Creator Spiritus no
domingo de Pentecostes; Lauda Sion no
Corpus Cristis; Dies Irae e Stabat Mater.
O Drama Litúrgico consistia em pequenos diálogos cantados apresentando
trechos e de passagem dos evangelhos ou referentes a eles e que estivem de
acordo com o calendário canônico. Muitos destes textos eram originais em termos
de texto e música. Eles eram apresentados antes do Intróito. O mais conhecido entre eles é Quem quaeritis in praesepe.
Mais tarde o drama litúrgico se tornou uma forma independente e mais
extensa, como por exemplo, Ordo Virtutum
(1152) de Hidengard Von Bingen (1098-1179). O formato do Drama Liturgico foi
copiado pelos músicos populares para apresentação de temas seculares.
Neumas: sistema de notação do Cantochão
Neuma (do grego νεύμα Neum, sinal, ou
alteração de pneuma grego πνεύμα,
respiração) foi o sistema de sinais de notação musical utilizados desde o Séc. IV e em toda a Idade Média até a criação do sistema moderno de cinco
linhas. O neuma é uma fórmula melódica e rítmica aplicada a uma sílaba (uma
única sílaba pode receber várias neumas nos vocais melismaticos).
Diferentemente da abordagem moderna, o elemento básico da notação do canto
gregoriano (quer para a sua análise ou a sua interpretação) não é a nota musical, mas neuma.
Os neumas descrevem pequenas fórmulas melódicas aplicadas à uma sílaba, cada tipo de neuma correspondente a um valor acima da melódica e rítmico em particular. O monge-teórico (e compositor) Hucbald Saint-Amand (v.850-930) faz alusão, em sua Musica (v. 885) eo caráter rítmico de neumas ornamentais gravado sem linhas (em Campo aperto) no seu tempo .
Os neumas descrevem pequenas fórmulas melódicas aplicadas à uma sílaba, cada tipo de neuma correspondente a um valor acima da melódica e rítmico em particular. O monge-teórico (e compositor) Hucbald Saint-Amand (v.850-930) faz alusão, em sua Musica (v. 885) eo caráter rítmico de neumas ornamentais gravado sem linhas (em Campo aperto) no seu tempo .
Inicialmente, somente o texto litúrgico é anotado na gradual. Mas as melodias são transmitidas
apenas oralmente.
No Séc. IV aparece o neuma
.é
um conjunto de sinais, escritos geralmente acima do texto, que permitiam ao
cantor "encontrar" a canção
que ele conhecia de memoria, mas sem indícios claros de intervalos ou altura notas. Os primeiros registros por neuma surgem por volta do ano 850. A classificação baseia-se
fundamentalmente em acentuada o uso de dois tons simples:
- O acento grave \ de cima para baixo, indica que a sílaba é pronunciado em um mais grave do que o resto.
- O ascendente aguda / indicando vez que a sílaba é pronunciado em um tom mais acentuado do que o resto.
O acento agudo cai na sílaba tônica, o acento grave
sobre as interpolações e terminações das palavras. Na declamação de textos litúrgicos, de acordo
com a pronúncia do latim usado na Idade Média, as sílabas são cantandas em um
tom neutro, sem acentuações fortes. Ao acento agudo foi dada a virga, já ao acento grave para simplificar
uma pequena linha (tractulus) ou um simples ponto (punctum).
Estes sinais podem ser combinados para
grupos nota melódica em uma única sílaba:
- /\ ( clivis ) agudos e graves (acento circunflexo) traduz a sucessão de duas notas, a primeira maior que o segundo.
- \/ (Podatus) e Aguda Severa (anti-acento circunflexo) é a sucessão de duas notas, a primeira mais grave do que o segundo.
- /\/ ( porrectus ) um grupo de três notas em sucessão agudo, grave e agudo.
- \/\ (Torculus) três notas em sucessão aguda grave e grave. Ut Queant laxis
Origem notas da
escala: Hino de São João Batista, Guido d'Arezzo, que foi usado para nomear as
notas da escala.
Seguindo o mesmo princípio, os grupos
mais complexo de quatro ou cinco módulos podem ser construídos: / \ / \ flexus
porrectus, \ \ / resupinus Torculus, etc.
Na notação silábica, as notas são descritos como "grave" ou "grave" a partir da linha melódica das sílabas outros. Em contraste, na notação de sílabas modulada, as variações de altura são detectados pelo resto do grupo, independentemente da altura desse grupo em relação ao resto da frase.
Na notação silábica, as notas são descritos como "grave" ou "grave" a partir da linha melódica das sílabas outros. Em contraste, na notação de sílabas modulada, as variações de altura são detectados pelo resto do grupo, independentemente da altura desse grupo em relação ao resto da frase.
Esta avaliação foi bem consciente do ritmo, e dá
orientações sobre o áspero linha melódica (para cima ou para baixo), mas não em
altura e periodicidade de cantar.
A notação neuma quadrado
Dans la notation grégorienne,
les notes se présentent en groupes appelés neumes .Na notação gregoriana, as notas são apresentadas
em grupos chamados neumas. Tous les neumes sont toujours interprétés de manière liée, le groupement
graphique reflétant leur nature de groupe de note.Un neume (ou un groupe
d'éléments neumatiques) s'applique toujours à une syllabe unique. Um
neuma só pode ser aplicado a uma única sílaba. En revanche, une syllabe peut recevoir un neume formé de
plusieurs notes, voire de très nombreux neumes (de tels groupements s'appellent
des mélismes). Em contraste, uma sílaba pode receber grupos de neumas
(Esses grupos são chamados melisma).
Dans tous les neumes, la hauteur de la note à émettre est marquée sur la
portée par un élément graphique.Em todos os
neuma, a altura da notas está marcada no âmbito de um elemento gráfico. Une note peut être marquée par quatre signes
graphiques: A nota pode ser marcado por quatro sinais gráficos:
* Par un petit carré
(le plus fréquent). * Para um pequeno quadrado
(mais comum).
|
* Par un losange (qui
s'appelle également punctum , mais ne se trouve jamais isolé). * Para um diamante (também chamado punctum, mas nunca é
isolado).
|
* Par une sorte de
carré barbelé dénotant un quilisma .
* Por uma espécie de praça que denota uma Quilisma farpado.
|
* Par le bec supérieur de
la hampe qui intervient dans la composition graphique du porrectus . * Para o bico superior do pólo, que ocorre no porrectus
gráfico composição.
|
Les traits verticaux qui unissent les différentes parties du neume ne
servent qu'à guider l'œil et marquer l'unité du neume. As linhas verticais que ligam as diferentes partes
do neuma só servem para orientar o olho e marca a unidade do Neuma.
A notação
Neumatica é o mais antigo sistema de registro
musical de uma melodia ainda em uso, ele foi o ponto de partida para
notação moderna e ajudou a afirmar o conceito de obra musical.
História da música ocidental - Donald Jay Grout, Claude V. Palisca
Uma Breve História da Música - Roy Bennett
Masterpeices of music before 1750 - Carl Parrish
Music: The Definitive Visual History - Ian Blenkinsop
A Concise History of Western Music - Paul Griffiths
Harvard Dictionary of Music - Willi Apel
Se você quiser e puder colabore com o Parlatório Musical (LINK)
PS: Foda-se abnt
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