sexta-feira, 30 de julho de 2010

Contraponto Modal parte 3: Espécies de Contraponto

Oi pessoal, esses artigos sobre contraponto modal receberam muita atenção dos leitores. Por algum tempo tirei os "textos do ar", pois resolvi revisar e melhorar algumas coisas para em seguida republicar. Mas creio que isso foi um pouco injusto com os leitores. Então resolvi deixa-los a disposição. Ainda estou pensando como vou vincular o material revisado e ampliado (e aceito sugestões), mas quando rolar estará disponível no blog.  

Link para a versão atualizada e ampliada desse conteúdo Link 

Parte 3: Espécies de Contraponto.

Na verdade a divisão do estudo das técnicas de Contraponto [CP], não passa de uma formalização para facilitar a didática desta disciplina. Assim o aprendizado das espécies de CP é dividido em cinco etapas ou cinco espécies. Esta codificação se deu com Johann Fux que em 1725 publicou seu Gradus ad Parnassum, este livro se tinha como objetivo expor aos estudantes da época as técnicas de contraponto tendo como base o estilo de Giovani Palestrina [final do século XVI] de forma simplificada e rápida.

Nota: em nosso estudo trabalharemos o contraponto a duas vozes, ou seja, uma melódica como Cantos Firmus [CF] e outra melodia como contraponto.

Vejamos na ilustração abaixo cada espécie:

Ilustração 1

  • Primeira espécie: uma nota no Cantus Firmus [CF] x uma nota no CP.
  • Segunda espécie: uma nota no Cantus Firmus [CF] x duas notas no CP.
  • Terceira espécie: uma nota no Cantus Firmus [CF] x três ou quatro notas no CP.
  • Quarta espécie: uma nota no Cantus Firmus [CF] x duas com ligadura [sincope rítmica] notas no CP.
  • Quinta espécie: uma nota no Cantus Firmus [CF] x utilização das espécies anteriores juntas notas no CP.

O Contraponto de Primeira Espécie.

Objetivo: Valorizar a sonoridade independente de cada uma das vozes [melodias horizontais]. Valorizar a sonoridade interdependente das vozes [combinações verticais].

Ilustração 2

As normas das partes 1 e 2 devem ser seguidas aqui, principalmente às normas ligadas à escrita das melodias [CF] e os tipos de movimento das vozes.

Aspectos verticais: trata do relacionamento entre as notas do CF e do CP, ou seja, os intervalos verticais.

  1. Usar apenas consonâncias perfeitas [CNP] e imperfeitas [CNI].
  2. No interior da composição utilizar se possível uma maior quantidade de CNI.
  3. Evitar se possível mais que duas CNP consecutivas.
  4. O intervalo das primeiras e das ultimas notas sempre de ser uma CNP com prioridade para a oitava ou uníssono.
  5. Se o CF estiver na parte inferior, a primeira nota do CP deve ser a oitava daquela do CF.
  6. Se o CF estiver na parte superior, a primeira nota do CP pode ser a oitava ou a quinta daquela do CF.
  7. Observe que tipos de movimentos podem ser utilizados de acordo com cada intervalo vertical [revise na Parte 1].

Vejamos ilustração a baixo:

Ilustração 3

Rápida analise:

  1. O CP se iniciar e termina com um intervalo de oitava em relação ao CF.
  2. Entre o inicio e o final da composição, temos seis intervalos, destes cinco são CNI e uma CNP.

Aspectos horizontais: Tratam da construção das melodias.

  1. Usar mais graus conjuntos que saltos.
  2. A última nota do CP é sempre alcançada por grau conjunto ascendente ou descendente.
  3. É vetada a possibilidade de saltos nas duas vozes ao mesmo tempo.
  4. No interior da composição os pontos culminantes [o mais agudo e o mais grave] de cada voz não devem coincidir. Entretanto esta norma é sujeita a apelação, pois é possível coincidir, por exemplo, o ponto mais agudo do CP e o ponto mais grave do CF e vice-versa. Mas repetimos nunca os pontos mais agudo e graves das duas vozes ao mesmo tempo.
  5. Nunca repetir notas de maneira consecutiva em nenhuma das vozes no CP de 1ª espécie.
  6. Qualquer que seja o intervalo CNP/CNI, lembre-se, nunca siga para outra CNP por movimento direto/paralelo [ver parte 1]. Isso é possível apenas por movimento inverso/contrario.
  7. Qualquer que seja o intervalo CNP/CNI, lembre-se, é possível seguir para uma CNI tanto por movimento direto/paralelo quanto por movimento inverso/contrario [ver parte 1].

Ilustração 4

Contraponto Modal parte 2:

Oi pessoal, esses artigos sobre contraponto modal receberam muita atenção dos leitores. Por algum tempo tirei os "textos do ar", pois resolvi revisar e melhorar algumas coisas para em seguida republicar. Mas creio que isso foi um pouco injusto com os leitores. Então resolvi deixa-los a disposição. Ainda estou pensando como vou vincular o material revisado e ampliado (e aceito sugestões), mas quando rolar estará disponível no blog.  

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Parte 2

Composição do Cantos Firmus

Os primeiros Cantos Firmus [CF] na verdade vem da tradição oral do cantochão, ele foi a pedra fundamental de composições sacras e seculares. Nos períodos históricos seguintes o CF passou a ser composto pelo próprio musico para servi de base para a composição. Se conceito serve ainda hoje de base para uma serie de diferentes tipos de composições.

No Contraponto [CP] modal o principal na composição do CF é que ele permita o uso confortável dos intervalos de forma horizontal, ou seja, as melodias não precisam ser sinuosas com muitos saltos e intervalos largos, as melodias de um CF modal devem ser claras sem tantos rebuscamentos rítmicos e melódicos, em outras palavras de fácil captação e execução.

Seguiremos com algumas dicas praticas para escrita do CF:

  1. Como vimos na Parte 1 de nosso texto temos um conjunto de normas para escrita do CF, elas devem ser observadas, por isso, releia!!
  2. Sempre se inicia e termina um CF com a nota principal do modo que se esta utilizando, por exemplo, se estou o usando o modo Dórico iniciado com a nota Ré, consequentemente, meu CF terá esta nota em seu inicio e final.
  3. Lembres sempre, num CF não se utiliza musica ficta de maneira alguma, os CF tem de ser compostos com os modos com intervalos “intactos”, ou seja, sem alteração cromática.
  4. A musica modal “gravita” em torno de seu bordão, ou seja, existe uma enorme recorrência na melodia da nota principal de um modo, então a recorrência a esta nota na melodia modal do CF é de extrema necessidade, não apenas para fortalecer a sonoridade modal, mas também para reforçar as relações entre os intervalos no CP.
  5. Procure iniciar sempre que possível sua melodia do CF com graus conjuntos ascendentes ou descendentes, é aberta a possibilidade de iniciar com um salto de no máximo 3ª maior, outros saltos podem dificultar a realização do posterior do CP.
  6. Sempre finalizar se CF com graus conjuntos ascendentes ou descendentes entre a penúltima e última nota. Em alguns modos o grau conjuntos ascendentes o efeito conclusivo que os descendentes [Dórico, Eólio, Mixolídio] em outros casos, ocorrem o inverso [Frígio] será mais forte, mas isso não limita que devasse fazer “assim ou assado”, então é necessário que ao escrever um CF o aluno escute e decida qual tipo de conclusão tem o maior efeito conclusivo.
  7. As a s normas acima servem apenas para efeito de disciplina para o estudo e fixação das técnicas, após ter bom domínio da técnica o aluno/compositor pode abrir mão de alguns aspectos em favor da estética criativa.

Vejamos a ilustração nela temos exemplificadas algumas normas já expostas:

Ilustração 1

Um bom exercício é analisar outros CF e depois escrever os próprios. Assim na ilustração temos três CF, tente analisa-los da seguinte forma:

  1. Tente cantar ou tocar, o ouvido é o melhor instrumento de analise, descubra sua sonoridade.
  2. Veja a distribuição dos intervalos graus conjuntos saltos.
  3. Escreva primeiro o inicio e o final, em seguida tente ligar as partes com uma melodia.
  4. Tente identificar cada modo usado.
  5. Apague algumas notas e tente reescrever e depois escute.
  6. Finalmente escrever seus próprios CF.
  7. Tente criar melodias de fácil assimilação e memorização.
  8. Tente manter sempre um fluxo continuo e evite linhas melódicas muito sinuosas, ou seja, com saltos excessivos.

Ilustração 2

Contraponto Modal: introdução e alguns conceitos [bem] básicos.

Por Marcello Ferreira Soares Jr.

Oi pessoal, esses artigos sobre contraponto modal receberam muita atenção dos leitores. Por algum tempo tirei os "textos do ar", pois resolvi revisar e melhorar algumas coisas para em seguida republicar. Versão revisada e ampliada Link

Introdução:
Este manual visa apenas expor conceitos e técnicas básicas do contraponto modal de forma rápida e objetiva sem a intenção de nos determos em aprofundamentos teóricos, estéticos ou históricos. Ele serve apenas como um guia básico para o estudo da arte refinada do contraponto modal. Assim se você quer se aprofundar procure bons livros e professores, aqui temos apenas um ponto de partida.
Parte 1: Conhecimentos Preliminares:
Contraponto Modal [CPM]
Introdução.
  1. Consonâncias de dissonâncias.
Como vamos abordar o inicio do estudo e para limitar e facilitar nosso estudo vai utilizar as concepções de consonância e dissonância de Palestrina [sua obra é a base de tudo estudo de contraponto].
  • Consonâncias:
Perfeitas: Uníssono, oitava e quinta.
Imperfeitas: terças; sextas maiores e menores.
  • Dissonâncias:
Tritonos; segundas e sétimas maiores e menores.
Observação: no CPM a duas vozes a quarta é considerada dissonância. Só no CPM a três ou mais vozes ele é aceito em uma condição: entre as duas vozes mais agudas quando entre as duas mais graves estiver um intervalo de 3º maior ou menor.
  1. Extensão das vozes.
Delimitaremos as vozes para também simplificar o estudo, não significa que futuramente com o domino das técnicas não ousemos aumentar a extensão. Entretanto como iniciamos o estudo do básico as restrições impostas pela disciplina terão de ser seguidas à risca, focando o estudo na matéria, só assim a técnica e os conhecimentos são fixados, A elaboração criativa e a experimentação é outro momento do estudo.
Técnicas.
  1. Cantos Firmus.
É uma melódica que serve como base ou “chão” para o contraponto, sobre ou abaixo dele são adicionadas outras vozes para forma o contraponto. Um Canto Firmus bem elaborado é sinônimo de sucesso na elaboração do CPM.
  1. Modos.
Os modos são os materiais “sonoros” a serem utilizados na construção do CPM. Utilizaremos os seguintes modos: Jônico; Dórico; Frígio; Lídio e Mixolídio. Estes são os chamados modos litúrgicos [não vem ao caso discutir esta nomenclatura]. Os modos são conjuntos de intervalos que são encontrados naturalmente dentro da escala maior. Sem nos determos nestes aspectos teóricos podemos simplificar a diferenciação de cada modo da seguinte forma:
Tomemos como modelo a escala de Dó maior e seus intervalos.
Ilustração 1
Entre a primeira nota e sua oitava temos os seguintes intervalos: Dó >Tom> Ré >Tom> Mi >Semitom> Fá >Tom> Sol >Tom> Lá >Tom> Si >Semitom> Dó’. Este conjunto de intervalos ordenados desta forma designa a sonoridade da escala maior, se colocarmos os mesmo intervalos só que agora iniciando com outra nota teremos outras escala com sonoridade parecida apenas diferenciando a frequência das alturas. Os intervalos da escala maior são os mesmo do Modo Jônico. Assim quando precisarmos “montar” o Modo Jônico usaremos como referência a escala maior.
O Modo Dórico é pelos intervalos existentes entre a segunda nota da escala maior e sua oitava.
Ilustração 2
Observem que são as mesmas notas da escala de Dó maior, contudo iniciando na segunda nota da estala [Ré]. Podemos dizer que o modelo para o modo Dórico esta nos intervalos entre a nota Ré e sua oitava na escala de Dó maior. Seguindo este raciocínio podemos montar o modo Frígio que é formando pelos intervalos entre a nota Mi e sua oitava na escala de Dó maior e assim sucessivamente.
Então:
Jônico: formado pelos intervalos entre a nota Dó e sua oitava na escala de Dó maior.
Dórico: formado pelos intervalos entre a nota Ré e sua oitava na escala de Dó maior.
Frígio: formado pelos intervalos entre a nota Mi e sua oitava na escala de Dó maior.
Lídio: formado pelos intervalos entre a nota Fá e sua oitava na escala de Dó maior.
Mixolídio: formado pelos intervalos entre a nota Sol e sua oitava na escala de Dó maior.
A teoria dos modos é um estudo complexo e de profundidade, que deve se estudado, contudo nosso objetivo aqui é apenas o estudo do CPM.
Todos estes modos podem ser transpostos de forma simples, apenas precisamos colocar os intervalos de um modo iniciando de uma nota qualquer. No exemplo abaixo colocamos os intervalos do Modo Jônico, mas tendo como nota inicial o Ré, assim construindo o modo Jônico em Ré.
Ilustração 3
Logo a baixo colocamos os intervalos do modo Dórico iniciando na nota Dó, temos o modo Dórico em Dó.
Ilustração 4
  1. Prerrogativas para escrita do Cantos Firmus.
  1. Iniciar e terminar o Cantos Firmus com a nota inicial do modo.
  2. Não ultrapassar o âmbito de uma oitava na escrita da melodia.
  3. Só alcança a ultima nota da melodia por grau conjunto.
  4. Usar o máximo de graus conjuntos e o mínimo de saltos.
  5. Se utilizar saltos, não serão permitidos os seguintes: 6ª maior, qualquer 7ª, saltos em intervalos diminutos ou aumentados.
  6. Nunca utilizar saltos de forma consecutiva.
  7. Não utilizar saltos para alcança notas nos extremos do registro, ou seja, a mais aguda ou a mais grave da melodia.
  8. Não é permitido:
a. cromatismo.
b. repetição de nota.
c. sequências tonais.
d. repetição de motivos melódicos.
e. arpejo de acordes.
Ilustração 5
O Contraponto [CP]
A ideia seminal do contraponto remonta o Organum líber da Idade Média [Século XII]. Onde sobre um Cantus Firmus [CF] uma outra melodia mais rápida era sobreposta, esta melodia consistia de diferentes intervalos que junto ao ritmo diferenciado daquele do CF tinha uma intenção de ornamentação da melodia do CF. Já o contraponto modal Palestriniano [Século XVII] tem como objetivo a independência melódica entre as melodias e ao mesmo tempo uma interdependência harmônica e métrica. Deste estilo de escrita tem suas particularidades técnicas.
  1. Prerrogativas.
Condução das vozes em sentido horizontal:
As vozes no sentido horizontal, diz respeito ao tratamento das melodias de maneira independente.
A. utilizar mais graus conjuntos que salto.
B. Não utilizar saltos para alcança notas extremas, ou seja, a mais aguda ou a mais grave da melodia [ascendente ou descendente].
C. Se for utilizar saltos, os mais práticos são os de 3ª maior e menor, não usar saltos muito grandes com: 5ª, 6ª’s maiores e menores e 8ª. Não utilizar salto de 7ª maior ou menor e Tritono.
D. Todo salto acima de uma 3ª em qualquer sentindo [ascendente ou descendente] deve ser compensado com um movimento por grau conjunto na direção contraria ao salto.
E. Evitar dois saltos consecutivos na mesma direção. Se for utilizar em caso extremo utilizar saltos pequenos 3ª ou 4ª, e sempre o maior intervalo antes do menor intervalo.
F. Evitar o chamado Tritono Horizontal, este acontece quando uma frase constituída de graus que estão dispostos numa mesma direção [ascendentes ou descendentes] tem entre a sua primeira e ultima notas a distancia equivalente a um Tritono. Principalmente em dois casos: 1. trechos curtos; 2. anota que constitui o Tritono cair em tempo forte.
Ilustração 6
Condução das vozes em sentido vertical:
As vozes no sentido horizontal, diz respeito ao tratamento das melodias sobrepostas e interdependentes métrica e harmonicamente.
Tipos de movimentos das vozes:
A. Direto/Paralelo: quando duas vozes seguem sempre na mesma direção [ascendente ou descendente].
B. Inverso/Contrario: quando duas vozes seguem sempre em direções contrarias [Ex:.uma voz segue ascendente e a outra descendente].
C. Oblíquo: Quando uma voz fica estática e a outra se movimenta em qualquer sentindo quando duas vozes seguem sempre na mesma direção [ascendente ou descendente].
Ilustração 7
Intervalos entre as vozes:
Como vimos no começo do texto seguiremos as noções de consonância do período de Palestrina para nosso estudo. Assim, neste momento inicial, os únicos intervalos permitidos entre as notas que estão no CF e no CP serão as consonâncias Perfeitas [CNP] e Imperfeitas [CNI].
A. Perfeitas: Uníssono, oitava e quinta.
B. Imperfeitas: terças; sextas maiores e menores.
Para o tratamento das dissonâncias é necessário um maior domínio técnico e refinamento, desta forma, deixando para mais adiante em nosso estudo.
Para cada tipo de movimento temos um conjunto de prerrogativas que regulamentam a intercalação dos intervalos verticais, estas prerrogativas visão a manutenção do estilo e evitar que o compositor cometa erros técnicos básicos.
Movimento Direto/Paralelo:
  • É o mais apropriado para se chegar a qualquer CNI quando o ponto de partida é uma CNP.
  • Quando o ponto de partida é uma CNI é possível alcançar tanto outra CNI quanto uma CNP, neste segundo caso o compositor/estudante deve ficar atendo as prerrogativas particulares tanto do movimento quanto de cada espécie de contraponto.
Movimento Inverso/Contrario:
· É apropriando tanto para se alcança CNP quanto CNI, tendo como ponto de partida qualquer um dos dois tipos de consonância.
Ilustração 8
Movimento Oblíquo:
· Nos CP de 1ª à 3ª ele não existe.
· É o mais versátil de todos, ele é o tipo de movimento utilizado nos CP de 4ª e 5ª espécie no tratamento das dissonâncias.
Temos no CP Modal duas proibições que são inapeláveis e devem ser seguidas sem restrição dentro de seu estudo:
  1. É proibido um de 8ª e 5ª Paralelas, ou seja, não é permitido usar numa seqüência estes intervalos de forma consecutiva se eles forem alcançados por movimento Paralelo/Direto.
  2. Nunca se deve chegar ou ir para um CNP por movimento Direto/Paralelo.
Ilustração 9
Música FICTA
Grosso modo o objetivo da música ficta é evitar o Tritono. Por meio de alterações cromáticas das notas dentro de determinados intervalos verticais. Muitas vezes a alteração cromática se dar para gerar em alguns modos a sensação de nota sensível em trechos de conclusivos.
A teoria da música Ficta também uma assunto extenso e de grande valia para o entendimento da formação dos sistemas harmônicos e escalas. Contundo mais uma vez repito que este manual pretende ser objetivo e direto.
Alterações nos graus de cada modo para evitar o Tritono:
[#] indica que a alteração cromática será ascendente.
[b] indica que a alteração cromática será descendente.
Jônico: 4º [#], 7º [b].
Dórico: 6º [b], 7º [#].
Frígio: sem alteração.
Lídio: 4º [b].
Mixolídio: 7º [#].
Eólio: 6º [#], 7º [#].
Prerrogativas:
  1. Observar para que a alteração cromática não gere intervalos aumentados na melodia.
  2. Sem colocar os sinais de alteração cromática na escrita.
Ilustração 10
- Fim da Parte 1 -

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ronnie James Dio - R.I.P.

Ainda é um tanto estranho pensar que Dio já não mais irá fazer turnês ou gravar álbuns, quando vi a noticia de seu falecimento, os primeiros 15 segundos foram estranhos: será que é verdade mesmo? O Elfo do Metal não esta entre nós? Recorri ao oráculo pós-moderno, o Google, e lá estavam as noticias da morte deste grande musico e compositor.

É redundante dizer que ele era uma figura icônica e um cara extremamente talentoso [os jornalistas já fizeram isso!!], mas um outro lado foi pouco citado, o da figura humana, Dio ao contrario do arquétipo ligado aos músicos de Heavy-Metal era um cara acessível, ele é descrito por muitos músicos e jornalistas como dono que um coração muito maior que sua estatura. Um profissional competente e de enorme sensibilidade. Seu bom humor era bem conhecido, testemunha disso, são as aparições na série SouthPark [com a clássica Holy Diver] e no filme do Tendecious D. Uma curiosidade e marca registrada dele era o Maloik, os famosos dedos em forma de chifre, que nada mais eram que um velho costume herdado de sua descendência Itália, o Malocchio que em regiões do centro e sul da bota é considerado uma forma de se libertar ou evitar o “mal olhado” ou lança-lo para outra pessoa.

Dio praticamente criou o estilo de cantar e performático praticando por 9 entre 10 vocalistas do estilo. Com uma voz grandiosa nos presenteava com melodias fortes e bem delineadas, cheias de força e energia, era a Mágica do Elfo!!

Pessoalmente eu sou fã de Dio, Heaven and Hell foi um dos primeiros álbuns de Heavy-Metal que escutei, e foi algo que me fascinou de imediato, todo aquele clima e energia, até cheguei a pensar algo que para muitos é uma heresia: Este é o melhor vocalista que o Sabbath já teve!! [por favor! não me apedrejem..rsr]. Ele é para mim [e outros tantos] a referência em termos de vocal para Heavy-Metal.

Bem, definir o que Dio significou para os fãs do rock é difícil, contundo, ao entrar no MySpace, encontrei algo que pode me ajudar:

“The grand wizard of classic rock. A poet of hope for the downtrodden. The single most important vocal technician in the history of heavy metal. All of these accolades have been garlanded upon the royal roar known as Ronnie James Dio.” - http://www.myspace.com/dioofficial

Abraços a todos e como diria o Próprio Dio: Long Live Rock’n’Roll!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Lenine – O Dia em que Faremos Contato [1997]

Lenine – O Dia em que Faremos Contato [1997]

Diz um ditado que uma vez que aceitamos um pedido, este tornasse uma obrigação. Mas isto é algo simples a ser esclarecido no final.

Bem, estes dizeres populares têm o poder de afetar nossa realidade com uma força que nenhum tratado acadêmico filosófico têm. Talvez pelo fato de que estes ditados sejam imbuídos de uma sabedoria empírica que é posta à prova todos os dias, que após superar este “laboratório do cotidiano” alcançam sua forma final com a beleza exótica e/ou comum e também a atemporalidade que apenas é possível existir nas faces de uma raça mestiça como a nossa.

Querido leitor, sou sincero quando digo a vocês que grande parte da música da MPB nunca foi minha preferida. Mas graças aos Deuses e Orixás a música de nossa nação mestiça é imensa e variada, e nos concedem gratas prendas de tempos em tempos. Tudo que escrevi no neste e no primeiro parágrafo serve para expressar minha humilde opinião sobre O Dia em que Faremos Contato do Lenine.

Nosso amigo pernambucano que tem nome de revolucionário operou neste seu terceiro álbum uma bela renovação na canção contemporânea nordestina [ou nossa MPNE]. Talvez seja ousado de minha parte, mas depois daquela geração dos anos 60/70 [que tem em sua galeria os geniais Elomar; Xanguai; Vital Farias; Geraldo Azevedo. Os transgressores Lula Cortez e Zé Ramalho. O energéticos Alceu Valença. A comuna artista dos Novos Baianos e os resgatadores do Quinteto Armorial], Lenine e Chico Science foram os grandes embaixadores da musica nordestina para os jovem ouvidos pós anos 80/90.

Com uma diferença básica entre os dois, Chico Science foi a Blitzkrieg Cangaceira, pegou todo mundo de assalto! E quando alguém tentou entender o que estava acontecendo, os batuques, guitarras distorcidas e linhas vocais que flertavam com a torrente de versos do rap, já tinha feito todo mundo se render. Infelizmente, não houve tempo vital para Chico dá o próximo passo qualitativo. E é aqui que Lenine entra! Com “O Dia em...” ele fincou a bandeira do novo e abriu a estrada da “contemporaneização” [esta palavra não existe na língua portuguesa!! Mas e daí, eu falo brasileiro!!..rsr] da canção popular nordestina.

Após a “limpeza do terreno” temos a nova “plantação”.

Neste ponto alguém pode grita lá no fundão: mas a música dos dois tem “pouco” haver. Na superfície isso pode parecer verdade, mas as duas têm a música popular e folclórica como cerne comum [e isso esta bem aparente na superfície], além disso, os dois buscaram na adição de elementos contemporâneos [isso em termos de década de 90] uma sonoridade que trouxesse a canção nordestina para os anos 90 e abrir a estrada para a década seguinte.

Foi bem difícil escolher duas ou três musicas para comentar, pois ao escutar O Dia em que Faremos Contato, uma impressão me veio à cabeça: este é um ótimo time que joga no coletivo, o famoso Futebol Association. Pois os elementos estéticos e musicais convivem aqui numa simbiose tão intensa que é difícil até imaginar se estas canções não foram compostas já com todos os arranjos numa só tirada.

O álbum já começa de forma curiosa e porque não poética, quando o menino cantador relata sua biografia, que de certa forma pode ser uma biografia onírica do próprio Lenine e todo bom compositor popular.

Os sintetizadores e percussões da introdução de “A ponte” que vão tomando corpo e densidade abaixo da melodia sincopada que balança como a água debaixo da passagem elevada. Escutem e depois se perguntem esta canção poderia ser diferente? Ela é nitidamente nordestina: modal, sincopada, circular. Mas é moderna: tímbrica, dinâmica, multifacetada.

“A ponte” é um palimpsesto musical. O palimpsesto era uma técnica antiga para ser reaproveitar pergaminhos de couro animal para escrita de novos textos, o pergaminho era raspado e o texto antigo ficava menos nítido, com a repetição deste processo, os textos se confundiam com o tempo, não se sabia o que havia se escrito antes ou depois. Assim é a sonoridade desta canção, onde o moderno parecer dominar a superfície, mas o tempo o tradicional surge e se confunde com o novo.

Notem a curiosa passagem onde duas linhas vocais são sobrepostas numa montagem o menino cantador e outro canto que não conseguir identificar, ao que me parece é outra língua [se alguém que tenha esta informação – que deve acredito esta no encarte – me ajude!!], são melodias diferentes em línguas diferentes, temos aqui praticamente um moteto medieval, onde melodias de canções diferentes [mas que tinham em comum o mesmo modo ou de forma moderna a mesma tonalidade] eram sobre postas sem o menor escrúpulo, criando uma textura de sons intricada e fascinante. Além claro da politextualidade.

Esta sensação perpassa toda escuta do álbum, mas sem parecer forçado ou “experimental” [detesto este termo em música]. “O Dia em...” é elegante e visceral, realista e fantástico, como “Candeeiro Encantado”, notem o arranjo onde a seção rítmica dos violões e percussões se misturas sem grandes choques, e como este arranjo divide espaço e transmuta para outro arranjo com a mesma construção rítmica, mas de sonoridade diferente [com a guitarra distorcida, batida triphop e sintetizadores, além deu um colagem de áudio], fique atento pois você pode perder o momento em que a o arranjo muda novamente. É tão sutil que e inteligente que é o tipo de coisa que sempre coloca um sorrido na minha cara feia.

Depois vem “Etnia caduca” com uma estrutura de Soul Music, dançante e cheia de pequenas variáveis rítmicas. Elementos estéticos um tantos distantes parecem juntos sem conflitos, o acordeon com sabor porteño na quase valsinha que é canção de saudade “Distante demais”.

Bom, poderia passar muito tempo escrevendo sobre este álbum, mas prefiro dá uma sugestão: reúna os amigos num domingo de sol com uma cervejinha e escutem “O Dia em...” , apreciem, acredito que vocês poderão tirar conclusões bem mais interessantes que a simples analise de minha escrita, como também aguçar suas percepções [além de ser mais divertido e também quero ler os textos de vocês...rsr]. A música de O Dia em que Faremos Contato é nova sem esquecer seus traços tradicionais, tem sabor regional e roupagem universalista, visceral e requintada, sem ser uma espécie de remendo, é uma música índia, cafuza, branca, negra, mulata, é mestiça! É boa interessante e vale ser ouvida.

Então amigos, admito que esteja meio enferrujado depois de tanto tempo sem escrever no Blog, mas vou tentar vir em melhor forma no próximo texto e tentar não ficar tanto tempo em “silêncio”.

Sobre o ditado do começo do texto, aqui estou [tentando] “pagar” o pedido de Nilton Ribeiro do Blog Os Surtados.

Abraços à Todos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

80’s Hard/Heavy Glam Returns!!

Não faz muito tempo atrás falei sobre o retorno às tendências de décadas anteriores, não é novidade que a música popular pós década de 60 vive de vai-e-vem de tendências, bom estamos começando a presenciar um destes retornos, o do Hard Rock Glam. O Hard/Heavy Glam [também conhecido pela alcunha de Hair Metal] dos anos oitenta esta voltando, o estilo que consagrou bandas como Twister Sister; Van Halen; Wasp; Motley Crue; Poison; Guns’n’Roses; Cinderella; Warrant; Slaughter e outras tantas. Som a todo volume; vocais histéricos; refrões pegajosos; riffs e solos insinuantes; letras nada politicamente corretas ou “pra baixo”, além de muita, muita pose. Estes são ingredientes que fizeram a festa nos anos oitenta e estão voltando.

Este pessoal se divertia [e muito], contudo o estilo era acusado de ser uma música superficial, sarcástica, visceral demais, e que só tinha como objetivo ser trilha sonora de festas, e nada de sentimentalismos ou choramingas existenciais. Nada disso é mentira, mas, o que há de mal em se divertir, isso por acaso não é Rock’n’Roll?

A festa foi boa até a indústria resolver mudar o vetor comercial para o grunge [que teve pouco fôlego] e que em pouco tempo também foi substituído durante a década de 90 pelo chamado Indie [coisinha difícil de classificar]. Neste meio tempo algumas bandas inclusive tentaram mudar o som para se aproxima das tendências da moda durante os anos 90, contudo a maioria das tentativas soou ou caricatas ou forçadas.

O estilo nunca sumiu, é verdade que perdeu muito da visibilidade que tinha nos anos 80, mas em seu berçário, a Califórnia ainda resistia, e no final dos anos noventa redescobriu outro solo fértil, a Europa, mas especificamente a Escandinávia [Hellacopters e Backyard Babies são bons exemplos].

Bem, como todo mundo gosta de diversão o Hard Glam foi voltando [e afinal de contas, mas uma vez repito: o que a de mal em se divertir?], a primeira pista deste retorno foi o sucesso do Velvet Revolver e dos ingleses do The Darkness com seu Permission Land, talvez o estilo não volte a ter a força da grande mídia, contudo, dentro da cena hard/heavy ele esta emergindo com força total. Prova disso, são ótimos álbuns lançados ou por grupos com anos de estrada como o WhiteSnake e Motley Crue, e de gente nova como o Steel Panther; Poets and Pornstars; The Last Vegas. A festa esta de volta em alto e bom som.

Álbuns novos e legais:

WhiteSnake Good to be Bad – 2008; Motley Crue Saints Of Los Angeles – 2008; Steel Panther Feel The Steel – 2009; Poets & Pornstars Poets & Pornstars – 2009; Warrant Born Again; Slaughter Fear No Evil; The Last Vegas Whatever Gets You Off; Run Devil Run Five by Five – 2009; Alleycat Scratch Deadboys in Trash City – 2006; 13 Wendesday Fuck It, We'll Do It Live – 2008; Sex Slaves Bite Your Tongue – 2005; Sister Sin Switchblade Serenades – 2008; Faster Pussycat The Power and the Glory Hole – 2006; Hardcore Superstar Beg for It - 2009.


Steel Panther - Death To All But Metal

http://www.youtube.com/watch?v=37yhT_ndLfw

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia do Rock

Serei sucinto, sincero e direto como todo bom Rock’n’Roll e dizer quatro coisinhas.

  1. Toda vez que chega esta data alguém escreve algo do tipo: “Qual o futuro do rock?”. Sinceramente, o futuro do Rock cabe a ele mesmo, apesar de sempre ele ter a ajudinha da indústria que divulga as tendências da moda, estas que em algum momento se esgotam comercialmente e depois ou somem por completo, ou ficam transitando a margem da mídia até serem novamente retomado pela indústria. O Rock continua sem grandes atribulições.
  2. O Rock não precisa ser salvo! Ao contrario do que as mídias propagam quando querem vender alguma banda ou artista.
  3. O Rock pertence tanto às bandas de três acordes quanto as bandas de som mais sofistico. Não existe nenhuma lei ou escrito sagrado que diga como o Rock tem de ser. O que vale é se você si identifica com o "som" de um determinado grupo ou artista. Não existe “som” melhor ou pior, não existe estilo atual e antigo, se você abrir a cabeça um pouco vai notar isso [mas se você prefere seguir o que os vj’s e magazines "especializados" da vida dizem, tudo bem].
  4. Escute Rock todo dia de Chuck Berry até Naplam Death, de The Hives à Yes, de Iron Maiden à Blondie, de Mastodon à Muse....Notaram a variedade?

Abraços a todos

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Jackson e a Indústria Musical

Michael Jackson morreu!!!...Alguns poderiam dizer: O rei esta morto!! Longa vida ao [novo] rei. Mas não seria muito bom dizer isso. Primeiro que para muitos o rei é Elvis [para outros o rei é Roberto Carlos!!]. Segundo ocorreria uma “briga de foice” entre os pretendentes ao cargo príncipe [tirando desta lista o já autodenominado Prince, pois este se acha deus... por isso sou ateu!!]. Piadas sem graça a parte...

Bom, nunca fui fã de M.J. [apesar de achar “Ben” uma das canções mais bonitas que já escutei!], nunca tive, gravei ou reproduzir sequer um álbum dele, nem por isso deixei de escutá-lo e vê-lo, principalmente vê-lo a exaustão.

Caros e queridos leitores não se perdeu apenas um artista pop que vendeu milhares de álbuns e compôs boas canções como a mídia em geral vem propagando [Existe uma preocupação muito maior nas polêmicas que ele se meteu em vida do que em seu trabalho e valor para indústria musical]. Na verdade M.J. foi sim o pivô da criação de uma nova face para indústria fonográfica e do entretenimento e da imagem do artista pop.

Além de cantor de grande talento, M.J. incorporou a sua música a imagem e o movimento como nenhum outro musico pop havia feito, ele padronizou na indústria pop a figura do cantor-dançarino [querem exemplos é só assistir qualquer faixa de música pop no HV1 ou MTV!]. Ele captou a dança de rua [que fervilhava já na década de 70] e a estilizou, como também a conectou completamente a suas canções, por meio de coreografias tinham como base não os passos e movimentos em si e sim as letras das canções [se não foi ele que inventou isso, acredito que foi ele que popularizou!! Corrijam-me se eu estiver errado!! Pelo amor de Deus... Deus que por sinal não é Prince!!].

Vejam Thriller ou Beat It [além da imagem em si, musicalmente estas canções também foram inovadoras em termos de produção para época, é só vocês escutarem as canções contemporâneos a elas!]. Dá para ouvi-las sem lembra da coreografia? Tal procedimento se tornou quase uma regra para música pop, de Madonna à Spears e Timberlakes da vida [passando por Xuxa e a música dos filmes de Bollywood!], canção conectada a dança, a dança como representação do tema da canção tudo isso bem modelado no formato do vídeo clipe.

Aqui chegamos ao vídeo clipe [outra enorme colaboração do artista para indústria] que tem sua importância na indústria dividida em antes e depois de M.J. No inicio dos anos 80 canais como a MTV eram uma desajeitada e pouco interessante opção de programação televisiva, seus conteúdos [os vídeos clipes] eram no mínimo sem graça e pouco atrativos. A indústria ainda era pautada na divulgação radiofônica, ou seja, canção em si. A imagem do artista estava muito mais ligada às aparições ao vivo [de certa forma pelo menos o filtro musical era mais apurado, mas esta e outra discursão!]. Neste cenário Thriller foi um choque [lembro que quando passou no Fantástico parecia que estavam anunciando o pouso de um disco-voador... rsrs]. Qual a diferença de Thriller para os demais vídeos clipes da época? Bem, ele é temático, tem uma ação dramática conectada com o sentido da canção [além claro do capricho técnico de sua produção]. Qual o resultado disso? Sucesso absoluto!! Ao investir de tal maneira neste formato, M.J. ajudou mudar o eixo da divulgação musical e até mesmo a forma que a música pop é feita [temos hoje cantores e grupos que investem muito mais no clipe do que na música em si!!]. Aqui a indústria pela primeira que com um pouco mais de cuidado o vídeo clipe é uma instrumento de vendas de grande valia para indústria pop [hoje o vídeo clipe vende de tudo: música, roupas, calçados, bebidas, comportamento... quem não queria na época ter a jaqueta que M. J. usa em Beat It???].

Bom, se formos listar e analisar as contribuições deste astro Pop para esta indústria de milhões [que depois dele passou a trabalhar com Bilhões!!] vou precisar de mais tempo e espaço. Mas só o que citei acredito é o bastante para se notar a grandeza desta figura para música pop dos últimos trinta cinco anos.

Volto a dizer, nunca fui fã de Michael Jackson [por sinal escrevi este texto escutando Pink Cream 69 e Mastodon], mas temos que “dá a César o que é César”. Muito do que a indústria pop [pelo menos na música] é hoje em dia devesse a Michael Jackson. Gostaria apenas de mostra que quem a indústria pop perdeu não foi apenas o dançarino do moon walk ou o astro envolto em polêmicas, e sim um dos principais protagonistas da história desta indústria. Pois quem tem menos 25 anos pode não entender o porquê de todo este alvoroço em torno de sua morte, podem até pensar: Poxa, Madonna, Lady Gaga, Of Montreal e blá blá blá blá... Hoje fazem mais sucesso do que ele. Mas estes acima citados só “virão o sol” por causa do formato que a indústria tomou pós-Michael Jackson.

Abraços a Todos!!!

M. J. [R. I. P]

Seis ótimos documentários sobre música que você pode assistir de graça.

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