Nesse segundo artigo sobre o Synthwave vou listar as características técnicas gerais das composições do gênero, sem me deter a explicações específicas. Vou literalmente listar elementos como uma espécie de guia para estudo.
👉Link para o primeiros artigo sobre elementos estéticos do Synthwave.
Aqui vou passar uma listinha de elementos gerais da composição no Synthwave:
timbres de sintetizadores analógicos;
harmonias simples e funcionais;
riff e linhas de baixo;
samples e colagens sonoras;
automações com filtros dos EQ e reverbs;
estruturas rítmicas minimalistas;
texturas cinematográficas.
Harmonia 🎼
A harmonia é o conjunto de acordes que sustenta a música. No Synthwave, ela possui forte função emocional e atmosférica.
Características principais:
progressões simples;
repetição de sequências harmônicas.
O uso de tonalidades Menores nas composições é frequentemente, Contudo, tonalidades maiores ou composições de estilo modal usando o mixolidio também são comuns.
Acordes Estendidos
O uso de acordes estendidos é bem corriqueiro no Synthwave utiliza muitos acordes ricos em textura. Normalmente se adicionam graus como:
7ª
9ª
sus2
sus4
Além da adição de outros graus a distribuição das notas do acorde na tessitura (acordes abertos) concede a esses acordes geram a sensação de profundidade e espacialidade.
Exemplo:
Acorde estendido "serrado" de C9
Notas: C - E - G - C - D
Acorde estendido C9 aberto
Notas: G - E - C - G - D
Elementos da composição e arranjo no Synthwave (um guia rápido).🎼
A forma musical no Synthwave mistura: estrutura pop com repetição eletrônica e elementos sonoros cinematográficos. A organização das partes da composição não traz qualquer novidade estrutural em relação ao que já conhecemos das canções da música popular. Claro, sempre teremos exemplos de experimentalismos. Com a ampliação das influências musicais sobre o gênero, alguns artistas adotaram elementos formais inusitados como exemplo do rock progressivo e metal.
Ritmo e Groove
A esmagadora maioria das composições seque a divisão de compasso 4/4. Alguns casos temos 2/4 ou 6/4, mas esses são casos muito particulares. Claro, que algumas vezes inventar um 7/8, 5/4, 10/8 ou até 3/4. Mas como falei não são a regra e sim uma exceção (que confirma a regra!).
Os BPM são em grande parte em andamentos moderados para manter o groove constante.
Faixas típicas de BPM:
80–118 BPM → Synthwave clássico
128–140 BPM → estilos mais agressivos
O arranjo da estrutura rítmica segue alguns padrões comuns:
kick em todos os tempos
caixa no 2 e 4
hi-hats (ou SQ) em colcheias
O Synthwave indiretamente apresentar um influência indireta da música Disco em sua estrutura rítmica, isso se dar por elementos que remetem ao gênero dançante como:
grooves pulsantes;
baixo repetitivo;
batidas contínuas.
Timbres
No Synthwave, o timbre é um dos elementos mais importantes do gênero central. Sendo timbre é a “identidade sonora” de um instrumento, e os sintetizadores, instrumentos capazes de gerar timbres inéditos, esse aspecto acústico dentro do Synthwave é também uma marca dos estilos e artistas.
O objetivo do timbre é criar um ambiente sonoro particular com profundidade espacial que nos remete a uma sonoridade futurista eletrônica e a sensação psicológica de vivenciar outra realidade. Falaremos mais adiante sobre os sintetizadores e seus timbres dentro do Synthwave.
Os timbres dos sintetizadores são usados dentre de algumas elementos do arranjo das composições, tais como:
Pads são sons sustentados e atmosféricos. Normalmentes um nota ou acorde sustentado, sua função é:
preencher espaço harmônico;
criar ambiência;
aumentar a profundidade emocional.
Características:
ataque lento;
muito reverb;
chorus estéreo;
filtro suavizado.
Resultado perceptivo pode ser a sensação de “cidade neon”, um espaço cinematográfico noturno.
Leads executam as melodias principais, riffs e solos.
Características:
brilho;
uso detune ou pitch bend;
glide;
feitos transformadores como: delay e chorus;
É muito comum usar formas de onda como saw wave e pulse wave em seu timbre.
Arpejos: o arpejo é uma técnica de execução onde se tocam as notas de um acorde em sequência. O Arpeggiators é uma função existente em muitos sintetizadores que executam automaticamente um arpejo tocado ou escrito em MIDI. Nos Arpeggiators podemos programar a ordem ou sentido como o arpejo é tocado (ascendente ou descendente) e se as notas podem exceder a oitava original. Esse recurso é muito usado para criar movimento na harmonia da composição gerando uma sensação mecânica. Junto aos timbres dos sintetizadores, os arpejos criam texturas que geram uma sensação “futurista”.
Drums Machines: A sonoridade das baterias são fortemente inspiradas nas drum machines dos anos 80. Samples de peças de Drum Machines clássicas como LinnDrum, Roland TR-707 e Oberheim DMX são amplamente utilizadas e seu som remodelado com técnicas de mixagem e plugin atuais.
Características do uso da bateria no Synthwave:
kick com sub grave para gerar mais peso;
caixa com gated reverb (a bateria de In The Air Tonight comentado na outra postagem)
hi-hats com sonoridade seca;
toms reverberados nas viradas.
Em alguns arranjos de alguns estilos os hi-hats são substituídos por linha de sequencer (identificado nos sintetizadores como no Roland Juno-106 pela sigla SQ) que são uma sequência de repetição uma nota (tocada ou escrita) como um pulsação (normalmente usando figuras rítmicas como colcheias e semicolcheias) frequentemente utilizado com o Arpeggiators integrado ao sintetizadores. Essa forma de arranjo intensifica a pressão harmônica, pois é mais uma camada junto com o baixo, arpejos, pads, acordes atacados. Normalmente, a sigla SQ usa a nota da tônica da tonalidade da composição.
Bass Line: Aqui teremos esse resumo sobre a função e uso do baixo na estrutura musical. Porém, o baixo é um elemento tão central nas composições do gênero que irei dedicar a próxima parte do texto só para ele.
O baixo é essencial para o groove do gênero. Ele exerce funções tradicionais na estrutura musical como sustentação rítmica, manutenção e acentuação do pulso e movimento contínuo da estrutura.
Técnicas comuns utilizadas:
Ostinato;
Padrão repetitivo contínuo;
Sequenciamento;
Notas automatizadas em loop.
Seu som é trabalhando nas mixagem normalmente utilizando:
Sidechain;
Compressão sincronizada com o kick.
O bassline é o coração do Synthwave 🎸
No synthwave o bassline exerce uma dupla função, ele é a âncora rítmica e o suporte harmônico. O bassline é o elemento de coesão e identidade de gênero.
O som do synthwave é inspirado em icônicos sintetizadores, cada um com sua característica como: Roland Juno-106 e o Yamaha DX7.
Juno-106 oferece um som mais quente (warm), punchy, com filtros característicos.
DX7, baseado em síntese FM, oferece texturas percussivas e brilhantes que contrastam e complementam o som analógico.
Na fundamental e no groove
No Synthwave o baixo firma a função dos acordes das progressões pela sua fundamental. Entretanto, reduzir o bassline a isso resultaria em monotonia. Linhas com interpolações e inversões das notas do acorde são utilizadas para criar variedade (terças, quintas). Além de adições como notas de passagem (sétimas, nonas, quartas).
Outra característica é simular as limitações técnicas dos anos 1980/90, na época os sequenciadores eram capazes apenas de realizar métricas simples e regulares. Assim as três subdivisões mais recorrentes em basslines dna estética synthwave são:
• Colcheias (eighth notes) — groove contínuo e pulsante, ex.: Sweet Dreams (Eurythmics)
• Semínimas (quarter notes) — sensação mais espaçada e dramática
• Semicolcheias (sixteenth notes) — intensidade rítmica alta, ex.: Sin (Nine Inch Nails)
O groove é o elemento que diferencia um bassline que é funcional de um bassline memorável. As técnicas utilizadas de forma mais convencional são:
Síncope: notas posicionadas fora do tempo forte, criando antecipação e movimento;
Octave jumps: alternância entre oitavas diferentes para gerar variação na linha;
Fills com notas dos acordes: entre as notas fundamental é sustentadas, semicolcheias rápidas usando notas do acorde (fundamental, 3ª, 5ª, 7ª, 11ª/4ª, 9ª/2ª);
Variação de velocity: enfatizar ou atenuar certas notas com velocity cria sensação de execução mais humana;
Variação de note length: variar a forma de ataque das notas como por exemplo: staccato em versos; legato em refrões e drops.
Timbre Frequência vai, frequência vem.
O timbre de um baixo synthwave começa na escolha e configuração dos osciladores e formas de onda, as formas de onda mais comuns são: sawtooth (dente-de-serra) e square (quadrada) para obter riqueza harmônica.
A combinação das características dessas ondas gera a sonoridade tão apreciada no Synthwave. O sawtooth fornece harmônicos ímpares e pares, resultando em brilho e agressividade. Enquanto square wave, soa mais oca, mas compensa com um som mais warm no médio-grave.
Conhecer bem as frequências ocupadas pelo som do baixo é importante para que possamos fazer ele soar bem. O baixo, nos manuais de mixagem, ocupa as seguintes frequências da faixa grave a faixa de 20 Hz a 300 Hz. A faixa grave é subdividida em sub-bass (20–60 Hz), low-bass (60–120 Hz) e upper-bass (120–300 Hz).
Atenção para o detalhe: O sub-bass produz o aquele “boom” profundo típico de música eletrônica e trilhas cinematográficas; o low-bass gera o thump do kick drum e do baixo elétrico; o upper-bass confere calor e punch a vozes e instrumentos.
Variado o timbre
No synthwave o bassline também é um campo de manipulação do timbre. Essa manipulação fornece variação e se tornou uma marca da vibe característica do gênero.
O uso filtro é central no sound design do baixo synthwave. O low-pass filter (LPF) remove altas frequências, resultando num som mais gordo e focado.
A modulação do cutoff por envelope é uma característica essencial do synthwave. Muitos produtores do gênero automatizam a abertura e fechamento do cutoff em momentos-chave do arranjo para adicionar interesse e suspense a seções que poderiam soar monótonas.
Layers
Um baixo synthwave profissional tem uma única camada. Na prática é comum sobrepor dois timbres de sintetizadores numa mesma linha. Essa sobreposição segue uma divisão em sub-bass e mid-bass:
Sub-bass (20–80 Hz)
Responsável pela presença e pelo peso do baixo. Deve ser mantido em mono, abaixo de 100 Hz.
Mid-bass (80–300 Hz)
Concede definição, punch e presença baixo, essa faixa é reproduzida com mais clareza nos auto-falantes e fones convencionais. Uma técnica comum é adicionar uma cópia do bassline com o pitch uma oitava acima e aplicar distorção/saturação pesada depois high-cut as frequências abaixo de ~150 Hz para evitar conflito com o sub.
ADSR
Se você não sabe o que é ADSR, leia esse artigo LINK
O envelope de amplitude determina o punch e a articulação do baixo. Configurações típicas para o synthwave:
Attack: curto para eliminar clique indesejado sem perder a transiente;
Decay: variável conforme a textura desejada — mais longo para sons que sustentam, mais; curto para staccato;
Sustain: moderado.
Release: curto para articulação precisa entre notas
Um segundo envelope pode ser usado com decay longo (até 16s) para criar o classic filter sweep que abre gradualmente ao longo de uma nota ou frase.
Mixagem do baixo 🎛️
Mixar o baixo no Synthwave também é um capítulo à parte. Cada produtor tem suas preferências e formas de fazer. Mas para um iniciante um bom ponto de partida é uma configuração mais básica. Vamos por cada efeito um por um:
EQ
O EQ tem dois objetivos no processamento do bassline: esculpir o timbre e abrir espaço para outros elementos.
Cortes nas frequências que conflitam com o kick drum (geralmente 60–100 Hz) evitam mascaramento mútuo (aqui entra o Sidechain).
Boosters sutis na região de ataque (200–400 Hz) e presença (1–3 kHz) aumentam a inteligibilidade do bassline em sistemas menores.
O objetivo da compressão é normalizar a dinâmica e adicionar punch.
Já a técnica de sidechain compression, onde o kick drum aciona uma compressão automatizada ao baixo. O efeito resulta no pumping característico do gênero. Uma redução de ganho de apenas 6 dB é frequentemente suficiente para ser perceptível e efetiva. Exageros resultam em artefatos e perda de energia.
Distorção e Saturação
Distorção leve ou saturação aplicada ao bassline adiciona harmônicos que tornam o som perceptível em sistemas de menor resposta de graves (fones, alto-falantes pequenos). O soft clip é preferido ao hard clip para manter a natureza orgânica do som analógico.
Chorus
Sua aplicação com cuidado adiciona movimento e “espessura” ao som, sem comprometer as frequências graves.
Forma musical 🎼
Agora vou dá uma passadana forma de como se comporta a estrutura da canção Pop no Synthwave de forma geral e genérica.
Formato canção convencional:
Intro → Verso → Refrão → Verso → Refrão → Ponte → Refrão → Outro
Intro: tem o objetivo construir atmosfera inicial da composição, apresentar timbres, melodias e/ou harmonias que irão perpassar a estrutura musical e preparar tensão emocional.
Elementos comuns:
pads;
drones;
ruídos ambientes;
arpejos suaves;
linha de baixo.
Verso: caracteriza a composição, apresenta o groove, a harmonia. Contudo, sem tanta densidade sonora. Na composição o verso é o espaço para narrativa da letra ou temática.
Refrão: é o momento de maior impacto emocional. Geralmente inclui: expansão harmônica, reforço nos timbres instrumentais e/ou sintetizadores adicionais, parte rítmica mais intensa. Em algumas mixagens temos a abertura do estéreo.
Ponte (Bridge): sua função é criar contraste e alterar a emoção da música, quebrando com a repetição de elementos ou partes. Pode incluir: mudança modal (partir de uma tonalidade menor maior para outra menor), modulações, ampliação ou redução rítmica, mudança da instrumentação ou ambientação da composição.
Estrutura Cinemática:
Mais comum em composições instrumentais de diversos estilos Synthwave.
Formatos comuns:
Intro → Build-up → Hook → Breakdown → Hook → Outro
Intro → Seção 1 → repetição → Seção 2 → Outro → repetição da seção 1
Aqui a variedade de formatos é imensa. Condutos, a maioria das composições seguem os modelos clássicos: A-B-A ou A-B-B’-A.
Características: repetição minimalista; variação dinâmica crescimento/decrescendo graduais; foco em riffs, textura sonora ou temas melódicos. O objetivo depende do estilo no Outrun é nos remeter aos videogames retrô ou contemporâneos de carro. No Darksyth as trilhas sonoras de filmes ou games de ação intensa. No Dreamwave, as atmosferas são mais etéreas e psicodélicas. Noir Synth nos remete a trilhos sonoras de sci-fi cyberpunk.
Outras técnicas de arranjo🎼
Samples: são pequenos trechos de gravações que podem ser trechos musicais completos; um riff de um único instrumento; um foley (som da chuva, pessoas, arranque de uma carro esporte, grito); um diálogo ou narração extraído de outra mídia (filme, rádio, vídeo). Utilizando tanto como parte do arranjo musical e instrumental, mas também como um efeito sonoro para criar a impressão de uma ambiente narrativo.
Espaço Sonoro: Alguns estilos dependem muito da sensação espacial (Dreamwave; Vaporwave e Noir Synth). algumas técnicas e usos são comuns para produzir essa sensação. Manipulação do Estéreo com o uso intenso de panoramização, chorus estéreo, delays amplos e efeitos binaurais. A ambiência gerada é usada na criação da sensação de profundidade no “ambiente” ouvido.
Layering: Consiste em empilhar sintetizadores para combinar timbres diferentes e ampliar a densidade sonora. Muito tanto em Pad quando em linhas de baixo.
Swapping: são transições trazidas da discotecagem, consistem em quando djs ao troca de faixas focando no controle de energia de Up (subida/tensão) e Down (queda/drop). A famosa transição rápida envolve cortar o grave da música que está tocando e inserir o grave da próxima marcha em um tempo exato (batida down em cima de up) para não embolar o som.
Faders/Filter: manipulação das frequências através d e automações no equalizador (EQ).
- Up filter: abrir o filtro de um EQ para aumentar a faixa de frequências e, consequentemente, o volume progressivamente para criar tensão (buildup).
- Down filter: Fechar o filtro um EQ para diminuir a faixa de frequências e, consequentemente, cortando os agudos e médios deixando o som "abafado" e pronto para a próxima música entrar.
Timbres Sintetizadores🎹
O Synthwave utiliza tanto equipamentos vintage quanto digitais modernas.
Sintetizadores Analógicos produzem sons reconhecidos como “quentes”, “orgânicos” e “imperfeitos”. Os exemplos mais famosos são:
Roland Juno-106
Roland Jupiter-8
Moog
Sequential Prophet-5
Vou falar das Características de dois que uso muito (VST claro):
Roland Juno-106: tem um chorus lendário, seus são Pads suaves. Ele é facilidade de programação, pois é muito intuitivo. Muito usado no Dreamwave, Chillwave. Mas por ser versátil pode se encaixar em qualquer estilo.
Roland Jupiter-8 tem um som bem brilhante. Seus Pads têm uma textura cinematográfica e os Leads soam muito fortes. É excelente para Noir Synths pelos Pads e os Leads para outros estilos mais pesados como Darksynth.
Aqui entre nós o Roland Bundle é bom para caramba!
Falando em vst, vamos falar dos Sintetizadores Digitais com seus sons limpos e cristalinos. um exemplo é o Yamaha DX7 baseado em síntese FM
Sobre Síntese Sonora que é o processo de criação dos timbres nos sintetizadores. Tenho uma postagem só falando disso (LINK), lá você vai ter noção do que são: Síntese Subtrativa; Síntese FM; Wavetable; Síntese Granular; ADSR e todas essas cositas.
Efeitos e Filtros: a aplicação, manipulação e automação de efeitos como Delay, Chorus, Saturação são na música eletrônica um elemento essencial, e no Synthwave não é diferente. Vamos ver rapidamente os efeitos mais convencionais, o que fazem e como podem nos ajudar.
Filtros: eles moldam o brilho do som. Por exemplo, num EQ um Low-pass filter remove frequências agudas, quando usando de forma econômica o resultado é uma suavidade sonora. Mas quando usado de forma intensa abafa o som ou o deixa “oco”.
A aplicação do efeito de Ressonância gera amplificação das frequências de um timbre. Pois, a ressonância é um fenômeno físico que ocorre quando um sistema ou objeto é exposto a uma onda sonora cuja frequência é igual à sua frequência gerando uma amplificação. Só que alguns efeitos usam o conceito da ressonância para alterar o timbre.
Os efeitos são fundamentais para a espacialidade do gênero.
Reverb: gera a sensação de profundidade e ambiência espacial.
Delay: produz ecos rítmicos. O Delay é usado para ampliar ou criar sensação estéreo.
Chorus: é uma modulação que duplica o sinal de áudio original, com um leve atraso e uma variação contínua na afinação. Gerando assim a impressão de um segundo instrumento.
Flanger: é uma modulação que duplica o som; gera um atraso de frações de segundo (uns 20 milissegundos) e segue variando esse tempo ciclicamente, Isso cria produz movimento metálico, oscilante e futurista.
Saturação: é a famosa distorção, ela se origina na sobrecarga harmônica sobre um som, produz um "calor" e aumenta o volume do som, mas também gera imperfeições na onda sonora (wavetable) alterando seu timbre, muitas vezes o tornando mais áspero.
Gated Reverb: é uma técnica clássica dos anos 80 amplamente utilizada nas baterias, mais particularmente na caixa e nos toms. Gera impacto e uma sonoridade dramática. de forma simples o processo é a aplicação de um reverb intenso com corte abrupto do efeito (Para mais e melhores detalhes LINK).
Conclusão
Bom, o objetivo aqui era fazer um apanhado geral de elementos da composição. Só me detive com alguns detalhes no bassline, pois considero a alma da estrutura musical do Synthwave. No demais, o texto pode funcionar como um guia para iniciantes. Claro que tem um monte por aí (vídeo roteirizado com som e imagens legais e tal), mas eu queria um para chamar de meu, afinal, o blog é meu! rsrsrs
Até a próxima.
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