terça-feira, 21 de julho de 2026

Os Goliardos: Os Punks errantes do séc. XXIII.

 

Os Goliardos são um fenômeno irresistível da cultura medieval, eles são o que poderíamos chamar de “Punks de batina”. Eles eram clérigos e estudantes errantes da Idade Média que romperam com a  imagem asséptica, austera e puramente devocional da cultura ligada à igreja medieval. Eles foram os indivíduos que cantaram as ruas e estradas, os vícios e as vicissitudes do mundo da Baixa Idade Média. Viveram entre o sacro e o profano de forma satírica e regada a muita cantoria, álcool e festas. 

"Goliardo: designação dada aos estudantes e clérigos itinerantes da Inglaterra, França e Alemanha medievais, lembrados por seus versos satíricos e poemas que exaltavam a bebida e a devassidão. Os goliardos descreviam-se como seguidores do lendário Bispo Golias — clérigos renegados e sem residência fixa, mais interessados ​​na desordem e no jogo do que na vida de um cidadão responsável. É difícil determinar com certeza quantos deles eram, de fato, rebeldes sociais ou se essa postura não passava de um artifício adotado para fins literários. Entre os poetas identificáveis, Hugo Primas de Orleães, Pierre de Blois, Gautier de Châtillon e Filipe, o Chanceler, tornaram-se figuras importantes do *establishment* e, até certo ponto, deixaram para trás a exuberância juvenil de seus tempos de estudante. Apenas aquele conhecido como Arquipoeta parece ter vivido, até o fim da vida, de acordo com o que pregava." - fonte: Britannica: https://www.britannica.com/art/goliard

Os goliardos viveram e viajaram pela Europa entre o final do século X e o século XIII. Eles surgiram num período anterior à estabilização da prática de residência nas universidades, sendo conhecidos como "eruditos viajantes".

Confissão” encontram-se toda a filosofia e a vitalidade da lírica goliardesca: “Com o coração ardendo / em veemente furor, / hei de confessar, / e fazê-lo amargamente: / sou feito de matéria / leve e inconstante, / como uma folha, / brinquedo dos ventos”.

As principais características e contributos deste grupo incluem:

Educação e Linguagem: Devido à sua formação, os goliardos eram indivíduos altamente instruídos. A escolha do latim para as suas composições era um resultado natural da sua educação eclesiástica e académica. As suas obras demonstram uma vasta erudição e eram dirigidas a um público também educado, incluindo professores e cortesãos.


Estilo de Vida e Postura: O estilo popular das suas canções refletem o otimismo da juventude e, por vezes, hábitos considerados descuidados ou licenciosos. No entanto, as fontes sugerem que a vida "dissoluta" celebrada em algumas das suas letras poderia ser mais uma pose literária do que uma realidade factual.

Temas das Canções: O repertório dos goliardos era extremamente variado. Embora sejam frequentemente recordados pelas suas celebrações dos prazeres terrenos — como o amor, a primavera, o comer e o beber — também compunham sobre temas religiosos e morais.

Sátira e Crítica Social: Eram conhecidos pelo uso da sátira, fazendo referências críticas às circunstâncias políticas e sociais da sua época, como conflitos institucionais entre a Igreja e as universidades.

O Legado dos Carmina Burana: A antologia do século XIII conhecida como Carmina Burana é o testemunho mais importante deste grupo, contendo uma vasta coleção das suas canções típicas, que variam entre o sagrado, o profano e o satírico.

Desafios Musicais: Embora existam muitos textos preservados, a música original dos goliardos permanece em grande parte um mistério, pois as melodias eram frequentemente registadas em neumas sem pauta, o que torna a sua transcrição exata impossível sem o auxílio de outras fontes mais precisas.

Poema “Esta Era Vil”: “Esta era vil / tem o vil Dinheiro como seu rei exaltado. / Reis o admiram / e curvam-se voluntariamente às suas leis. / A Cúria Papal favorece esse rei, / pois é venal. / Seu poder alcança / até mesmo a cela do abade. / Priores beneditinos / seguem o deus Dinheiro e seus ritos”.

A Ligação com Golias

A origem do nome "goliardos" é considerada controversa e possui várias teorias, sendo as mais comumente usadas aquelas ligadas ao mítico gigante bíblico Golias e ao pecado da gula.

Claro que a versão mítica sempre é mais legal como anedota, principalmente, entre os estudiosos. Na exegese patrística medieval, o gigante Golias era interpretado como um símbolo ou "tipo" do Diabo, de heresias e de forças inimigas da Igreja.

Termo pejorativo: O nome é uma latinização de Golias (Goliath), o gigante filisteu da Bíblia. Na exegese medieval, Golias era interpretado como um símbolo do Diabo, da soberba e da heresia. Por essa razão, as autoridades eclesiásticas usavam termos como familia Goliae (família de Golias) ou gens Goliae de forma pejorativa para descrever indivíduos socialmente indesejáveis ou clérigos rebeldes.

"Bispo Golias" (Golias Episcopus): Os próprios goliardos adotaram essa figura como seu patrono e líder espiritual lendário e arquétipo para satirizar as autoridades da Igreja.

O título de "Bispo" era uma provocação e uma paródia da hierarquia da Igreja. Como os goliardos viviam à margem das ordens religiosas, criaram para si uma "seita" imaginária liderada pelo Bispo Golias.

A transformação de "Golias" em um símbolo está profundamente ligada ao conflito do século XII entre o místico São Bernardo de Claraval e o filósofo Pedro Abelardo. Bernardo apelidou Abelardo de "o novo Golias", descrevendo-o como um intelectual herético que usava sua eloquência para "destruir o povo de Deus" (os estudantes). Os seguidores de Abelardo, em uma forma de resistência satírica, adotaram o insulto como um título de honra, passando a identificar-se como discípulos de Golias (goliardos).


O personagem tinha a função de ocultar a autoria de muitas poesias satíricas e críticas contra os abusos da Igreja (especialmente contra a corrupção e a simonia). O nome aparece como suposto autor ou personagem central em poemas famosos como o Metamorphosis Goliae (Metamorfose de Golias) e o Apocalypse of Golias (Apocalipse de Golias).

Líder do "Banquete": Ele era o patrono das tabernas, do jogo e dos prazeres sensuais, representando o oposto exato das virtudes ascéticas pregadas pelos mosteiros.

A criação de uma mitologia literária servia como uma máscara que permitia aos goliardos expressar sua rebeldia intelectual, seu estilo de vida boêmio e suas críticas ferozes à estrutura eclesiástica sob a proteção do anonimato e da sátira.

A Derivação de "Gula"

Outra teoria forte sustenta que o nome deriva do latim gula (gula) ou do francês antigo gole/gueule (goela, garganta). Refletiria o estilo de vida desses poetas, conhecidos por serem beberrões e glutões que frequentavam tabernas. O cronista Giraldus Cambrensis (século XII) criticou um certo poeta chamado Golias, afirmando que ele seria mais apropriadamente chamado de "Gulias" devido à sua famosa gulosidade e dedicação aos prazeres da carne.

Outras Teorias Etimológicas

Provençal: Jacob Grimm sugeriu que viria de gualiar (enganar), tornando o goliardo um "enganador" (gualiador).

Francês Antigo: Poderia derivar de gailliard, que significa "companheiro alegre".

Protogermânico: O elemento goli- poderia ter raízes germânicas (goljan), com o sentido de gritar, cantar em voz alta ou fazer rir.

Em resumo, embora a raiz linguística latina (gula) ou francesa tenha força, o peso simbólico e satírico do nome está profundamente ancorado na figura bíblica de Golias, tanto como personificação do mal quanto como uma alcunha imposta ao influente Abelardo.

O Fortuna, velut luna, statu variabilis: Ó Fortuna: És como a lua Mutável. Sempre aumentas. E diminuis; A detestável vida, Ora oprime. E ora cura. Para brincar com a mente. A miséria. O poder. Ela os funde como gel

Sorte imensa. E vazia. Tu, roda volúvel. És má. A vã felicidade. Sempre dissolúvel. Obscura E velada. Também a mim contagia. Agora, por brincadeira. O dorso nu. Entrego à tua perversidade.

A sorte na saúde E virtude. Agora me é contrária; Dá E tira. Mantendo sempre escravizado. Nesta hora. Sem demora. Tange a corda vibrante. Porque a sorte. Abatе o forte. Cantemos todos comigo!

🎧Carmina burana: No. 17, O fortuna, velut luna

canção secular latina

A canção secular latina teve um papel fundamental como precursora e influenciadora das tradições musicais em línguas vernáculas na Europa Medieval, servindo de ponte entre o conhecimento académico dos clérigos e a arte das cortes. Daí sua influência também sobre a poesia e música dos Goliardos.

Os principais pontos de influência e as características:

Desenvolvimento da Métrica e Rima: A partir do tempo de Carlos Magno até ao século XIII, a poesia latina passou a utilizar a escansão por acento (substituindo a quantidade clássica), uma técnica que foi posteriormente adotada pelas canções em línguas românicas. A semelhança estrutural entre estas canções latinas e as composições dos trovadores é um dos argumentos usados para demonstrar a continuidade entre a tradição latina e a provençal.

Os Goliardos e o Comentário Social: Os Goliardos (estudantes errantes e clérigos de ordens menores) foram os principais dinamizadores deste estilo. As suas canções, preservadas em antologias como os Carmina Burana, não eram apenas sobre prazeres terrenos; muitas continham sátiras políticas e sentimentos morais, abordando conflitos entre a Igreja e as universidades, como as obras de Filipe, o Chanceler.

Influência de Gêneros Específicos:

Versus: Este tipo de canção latina, normalmente sagrada mas por vezes secular, foi composta extensivamente na Aquitânia entre os séculos XI e XIII. O seu estilo influenciou diretamente o surgimento da canção trovadoresca na mesma região.

Conductus: Surgido no século XII, era uma canção séria com texto rimado e rítmico, utilizando melodias recém-compostas que não se baseavam no cantochão, estabelecendo um precedente para a composição original.

Intercâmbio entre o Sagrado e o Profano: As fontes indicam que não existia uma distinção válida entre as melodias das canções latinas religiosas e seculares deste período. O mesmo tipo de fraseado e formas ocorria em ambos, criando um vocabulário musical comum que facilitou a transição para a música vernácula.

Preservação e Notação: Embora muito do repertório se tenha perdido, algumas canções latinas sobrevivem em neumas, muitas vezes impossíveis de transcrever a menos que a melodia apareça noutros manuscritos com notação mais precisa (como em pauta). Exemplos raros incluem definições musicais de odes de Horácio e lamentos (planctus) pela morte de figuras reais.

Em suma, a canção secular latina não só forneceu modelos literários e rítmicos para os trovadores e troveiros, como também estabeleceu a prática de utilizar a música para a expressão de ideias complexas, sátira e filosofia fora do contexto estritamente litúrgico.

Carmina Burana

🎧Carmina Burana: The Original Ones | Medieval Dances and Songs

A antologia do século XIII conhecida como Carmina Burana é um dos documentos mais importantes para o estudo do repertório de canções latinas medievais, servindo como um testemunho vital da cultura dos Goliardos e da transição musical da época.

A sua importância manifesta-se nos seguintes pontos:

Preservação do Repertório Goliardesco: A coleção contém uma vasta quantidade de canções típicas dos Goliardos — estudantes e clérigos errantes — que abordam temas variados, desde celebrações do amor, da primavera, do comer e do beber, até sátiras políticas e morais.

Recuperação Musical: Grande parte da música dos Goliardos permanece um "livro fechado" porque as melodias originais foram frequentemente registadas em neumas de difícil transcrição. O Carmina Burana é crucial porque alguns dos seus poemas sobrevivem noutras fontes com notação em pauta, permitindo aos estudiosos reconstruir e interpretar melodias que, de outra forma, estariam perdidas.

Fusão do Sagrado e do Profano: A antologia ilustra que, nesse período, não existia uma distinção clara entre a canção latina religiosa e a secular. Os mesmos tipos de melodia e formas ocorriam em ambos os contextos, e a coleção reflete essa fluidez, contendo tanto poemas de cariz moral e sério quanto peças licenciosas e satíricas.

Conexão com a Tradição Vernácula: O Carmina Burana também evidencia a estreita ligação entre as canções em latim e o desenvolvimento das línguas vernáculas (como o francês antigo ou o provençal), partilhando estruturas poéticas e rítmicas com a arte dos trovadores e troveiros.

Em resumo, o Carmina Burana não é apenas uma coletânea de poesia, mas uma fonte essencial que permite compreender a métrica, a rima e a sensibilidade social de uma elite intelectual europeia que utilizava o latim como ferramenta de expressão artística e crítica fora da liturgia estrita.

Goliardos e os Carmina Burana

Carmina Burana que em latim significa "Canções de Beuren" é uma famosa uma coleção de 254 poemas e textos medievais dos séculos XI e XIII encontrados em um mosteiro na Baviera na Alemanha. A relação entre os Goliardos e os Carmina Burana é fundamentalmente de preservação e representação, sendo esta antologia do século XIII a fonte mais importante para o conhecimento do repertório dos Goliardos.

Os pontos centrais dessa relação incluem:

Diversidade de Temas: A coleção reflete perfeitamente a dualidade da vida goliarda. Inclui desde canções de taberna (celebrando o amor, a primavera, o comer e o beber) até obras de profunda crítica moral e sátira política, como as peças de Filipe, o Chanceler, que comentavam os conflitos da época entre a Igreja e as universidades.

Reflexo da Erudição: Apesar do tom muitas vezes licencioso das canções, a presença delas nos Carmina Burana demonstra que os Goliardos eram indivíduos com uma vasta educação clássica. Os textos mostram uma métrica sofisticada e eram dirigidos a uma audiência educada, sugerindo que o estilo de vida "dissoluto" celebrado poderia ser, em muitos casos, uma pose literária.

Audiência e Linguagem: Por serem escritos em latim por indivíduos com educação eclesiástica e universitária, estes textos satíricos eram dirigidos a uma audiência educada, como professores e cortesãos. Isso sugere que o estilo de vida "dissoluto" frequentemente celebrado nestas canções poderia ser, em muitos casos, uma postura literária ou uma provocação intelectual em vez de uma realidade literal.

Estilo Musical: Do ponto de vista técnico, estas sátiras seguiam frequentemente a escansão por acento (em vez da quantidade clássica latina) e as suas melodias não apresentavam distinções claras entre os estilos religiosos e seculares da época. Infelizmente, muitas destas sátiras permanecem "livros fechados" porque a sua música foi preservada em neumas sem pauta, o que impossibilita a sua transcrição exata, a menos que a melodia apareça noutros manuscritos com notação mais moderna.

Em suma, os Carmina Burana funcionam como um retrato fiel da cultura intelectual e boémia dos Goliardos, documentando como estes "estudantes em ordens menores" utilizavam o latim para expressar tanto a espiritualidade como o comentário social e o prazer terreno.

“Critica Social F0d@” do Séc. XIII…

A sátira dos goliardos (estudantes errantes e clérigos de ordens menores ativos entre os séculos X e XIII) representava uma vertente intelectual e crítica da canção secular latina, indo muito além das conhecidas celebrações da bebida e dos prazeres terrenos.

Os principais aspectos desta produção satírica incluem:

Crítica Social e Política: Embora muitas canções goliardas fossem "vivazes e frequentemente licenciosas", uma parte substancial do repertório era dedicada a comentários críticos sobre as circunstâncias da época. Estas canções expressavam sentimentos morais e faziam referências diretas a conflitos de poder.

Conflitos Institucionais: Um exemplo proeminente de sátira goliarda é a obra Bulla fulminante, composta por Filipe, o Chanceler de Paris (falecido em 1236). Nesta peça, o autor utiliza a música e a poesia para criticar o conflito entre a Igreja e a Sorbonne (Universidade de Paris), demonstrando como a sátira servia como arma política nas disputas académicas e religiosas.

Corrupção e Vícios da Sociedade: Embora o manuscrito celebre prazeres terrenos como o amor, a bebida e o jogo, ele utiliza estes temas para contrastar com a corrupção e os vícios morais que os goliardos observavam tanto na sociedade laica como na eclesiástica.

Crítica Moral e Religiosa: A antologia contém poemas que, sob uma aparência religiosa ou moralista, satirizam a hipocrisia e os costumes da época. As fontes destacam que não existia uma distinção clara entre os estilos de canção religiosa e secular, o que permitia que formas musicais sérias fossem adaptadas para textos satíricos e vice-versa.

Em suma, a sátira nos Carmina Burana servia como uma ferramenta intelectual para estudantes e clérigos expressarem o seu descontentamento com as autoridades religiosas e acadêmicas, bem como com a decadência moral da sociedade.

Embora grande parte da obra atribuída aos goliardos seja anônima devido ao risco de perseguição pelas críticas à Igreja, muitas fontes identificam vários poetas e intelectuais de renome associados a este movimento:

De acordo com os registos históricos e literários, três nomes destacam-se como os mais célebres poetas goliardos:

O Arquipoeta de Colónia (Archipoeta): É considerado o goliardo "por excelência". Era um protegido de Rainaldo de Dassel, arcebispo de Colónia, e acompanhou-o em diversas campanhas imperiais pela Europa. A sua obra mais famosa é a Confissão do Golias (Estuans Intrinsecus), onde inverte os valores da época ao descrever o prazer do jogo, das mulheres e o desejo de morrer numa taberna para que os anjos o recebam com festa.

Hugo Primas de Orleães: Um poeta conhecido pelas suas composições autobiográficas e satíricas, como Dives eram et dilectus. O título "Primas" (Primado) era usado frequentemente de forma intercambiável com "Arquipoeta" ou "Golias" para indicar o género da sua poesia.

Gualtero de Châtillon (Walter de Chatillon): Representa a categoria dos goliardos "das letras", pois, apesar de compor sobre temas abordados pelos goliardos, manteve uma vida mais estável como professor. É autor de sátiras mordazes contra a corrupção da Cúria Romana, como nos poemas Utar contra vitia e Propter Sion non tacebo, onde compara cardeais a piratas que lutam por ouro.

Figuras Centrais e Precursores

Pedro Abelardo: Embora tenha sido um monge e um influente intelectual do século XII, é frequentemente chamado de "pai" dos goliardos. Os seus críticos, como São Bernardo de Claraval, apelidaram-no de "novo Golias" devido à sua inteligência vigorosa e métodos dialéticos que "destruíam" a fé tradicional. Os seus discípulos adotaram orgulhosamente o nome de goliardos em sua honra.

Sedulius Scottus: Um irlandês do século IX, radicado em Liège, que é considerado um precursor dos goliardos. Nas suas poesias, embora trate de temas religiosos, também canta as delícias do vinho e da comida, queixando-se dos males quotidianos.

Juan Ruiz (Arcipreste de Hita): Na Península Ibérica, é citado como um dos maiores goliardos, rodeando-se de jograis e escolares notívagos para compor a sua obra, como o Libro de Buen Amor.

Filipe, o Chanceler: Chanceler da Universidade de Paris no século XIII, autor de versos satíricos (como Bulla fulminante) que refletiam os conflitos entre a Igreja e as instituições académicas.

Lope de Moros: Poeta espanhol do século XIII, autor de Razón de amor con los denuestos del agua y del vino, obra ligada à tradição goliardos.

Conclusão:

Bom, amiguinhos é tosco pensar que o período medievo foi aquele ambiente incolor, insosso e fechado. Essa é uma representação criada pelo detratores desse período, em geral, os "renacentistas", que depois foi reforçado solidificado no imaginário do século XX pelo cinema. O medievo tinha muita cor e energia, houve muita atitude e DIY!. E de forma nenhuma foi um momento histórico travado em termos culturais. Então como diria o ET Bilú: Busquem conhecimento!.

Fonte: A "New Oxford History of Music (NOHM): Volume II: Early Medieval Music up to 1300. Oxford University Press. A History of Western Music. J. Peter Burkholder, Donald Jay Grout, and Claude V. Palisca. Norton Editions.







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